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Dinheiro também é lição de casa | Instituto de Educação Financeira

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Dinheiro também é lição de casa

Uma dúvida da maioria dos pais é de quando começar a falar sobre dinheiro, economia e finanças com os filhos. Qual é a idade ideal para apresentar estes temas espinhosos? Se depender de um projeto que tramita na Assembleia catarinense, o tema pode virar rotina nas escolas do Estado.

Especialistas consideram que as finanças já podem entrar como um dos temas da educação dos filhos quando a criança tiver entre dois e três anos. Sempre com uma linguagem apropriada para cada faixa etária (veja quadro na página ao lado).

– A partir de dois anos de idade, não é raro que um filho comece a pedir para que a mãe compre algo para ele. Neste momento, a criança já pode começar a aprender que para conseguir algo é preciso ter dinheiro, o que se consegue com o trabalho – ensina a professora de educação financeira Celina Macedo.

Entre os dois e os quatro anos, o seu filho pode usar a palavra “compra” ou a expressão “eu quero”. Estas podem ser as deixas perfeitas para ensinar para ele que para conseguir algo é preciso esforçar-se, argumenta Celina. Neste momento é importante que a criança perceba que não pode ter sempre tudo o que quer.

Para o educador e presidente do Instituto Dsop de Educação Financeira, Reinaldo Domingos, o tema resgata a relação família-escola. E também ajuda a romper a lógica atual de que é mais importante consumir do que poupar. Prática que estaria tornando mais difícil a realização dos sonhos e prejudicando, indiretamente, o país.

– Com a educação financeira nas escolas, dentro de 15 anos podemos ter outro país, mais sustentável, com jovens eficazes e saudáveis. Pessoas que vão saber que primeiro precisam ganhar, depois guardar dinheiro para os sonhos e, por último, adequar os gastos ao padrão de vida que podem ter – defende Domingos.

Em Santa Catarina, o assunto começa a ganhar fôlego. Celina Macedo, do Instituto de Educação Financeira, é pioneira no Estado em ministrar a disciplina no Colégio de Aplicação da UFSC para alunos do ensino médio. Em Chapecó, a prefeitura planeja implantar a matéria de educação financeira no currículo escolar das escolas municipais a partir do próximo ano.

Testes em Chapecó começam neste ano

De acordo com a secretária de Educação de Chapecó, Astrit Maria Savaris Tozzo, a disciplina deverá ser implantada em um projeto-piloto em uma escola da rede municipal no último trimestre deste ano.

O resultado desta primeira experiência servirá de base para que, a partir de 2012, as outras 97 unidades escolares de Chapecó também passem a ter aulas de educação financeira. Quando a proposta for totalmente implantada, envolverá cerca de 20 mil alunos do pré-escolar até o nono ano do ensino fundamental.

– A questão financeira é um tema de cidadania, porque envolve todos os aspectos da vida da pessoa e o seu futuro. Ela envolve questões que precisam ser aprendidas em sala de aula e envolver as comunidades – diz Astrit.

Na avaliação da secretária de Educação, a origem de muitos problemas sociais está ligada com a falta de conhecimento sobre a gestão financeira. Esta também é a opinião do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) de SC, Sergio Medeiros, que sugeriu a implantação da disciplina de educação financeira em todas as escolas do Estado.

A ideia gerou o projeto de lei do deputado Darci de Matos (DEM), que pede que a disciplina entre como atividade extracurricular obrigatória para a rede catarinense do ensino médio. A proposta, que está sendo analisada pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, ainda precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação e pela de Educação, Cultura e Desporto antes de ser avaliada pelo plenário.

Do Portal Diário Catarinense
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