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Dinheiro também é assunto de criança! | Instituto de Educação Financeira

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Dinheiro também é assunto de criança!

A forma como a família trata dos assuntos relacionados a dinheiro, dívidas e investimentos dentro de casa pode influenciar, e muito, a vida dos pequenos. As lições aprendidas na infância impactam a vida financeira no futuro, e por isso os pais devem estar atentos a esta questão desde os primeiros anos de vida de seus filhos.

O assunto pode parecer chato, mas existem várias formas divertidas de tratar de educação financeira nas diferentes fases da infância, incluindo jogos, livros e brincadeiras, além do exemplo dado pelos pais no dia a dia. A escola pode ajudar, tratando do assunto na sala de aula, mas os pais têm muito a ensinar.

Veja os cuidados que você pode tomar em cada idade do seu filho:

Dois a quatro anos

Aos dois anos de idade, as crianças já percebem que existe uma relação de troca entre o dinheiro e os bens na hora de efetuar uma compra. É importante que os pais não dêem tudo que os filhos pedirem nesta idade, estabelecendo limites. A educadora financeira Celina Macedo, autora do livro “Filhos, seu melhor investimento”, explica que os pais devem manter sua posição quando negam algum pedido dos filhos. “Desde pequeno o indivíduo deve aprender a lidar com a frustração. Caso contrário, no futuro esta pessoa poderá usar o dinheiro de forma impulsiva sem pensar nos resutados”, explica.

Quatro a seis anos

Entre os quatro e seis anos de idade, as crianças já começam a se expressar melhor e a imitar o comportamento dos pais. Por isso, é interessante estimular a ideia de pagar pelos bens durante as brincadeiras de supermercado ou lojinha, por exemplo. “É uma maneira de ensinar as regras do que pode e não pode”, diz Celina. Antes dos seis anos, não é recomendável dar mesada.

A partir de seis anos

Dos seis anos em diante, a criança já pode começar a mexer com dinheiro de verdade, em pequenas quantias. O educador financeiro e presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira, Reinaldo Domingos, afirma que os pais podem estimular as crianças a guardarem trocados em um cofre com o objetivo de realizar algum sonho. Quanto o cofrinho ficar cheio, um adulto deve ir à loja com a criança para realizar o sonho, com direito à clássica cena de colocar todas as moedas em cima do balcão para comprar um brinquedo.

Uma sugestão é usar três cofrinhos: um para sonhos de curto prazo (até um mês), outro para médio prazo (até seis meses) e outro para prazos de até um ano. Junto com os pais, a criança estabelece diferentes sonhos para cada cofrinho e desenvolve a habilidade de planejamento.

Dos sete anos em diante, a criança pode ter mais autonomia com o dinheiro pois já conhece os números. De acordo com Domingos, os pais devem fazer um diagnóstico de quanto a criança gasta por mês, anotando cada despesa. Em seguida, a mesada deve ser estabelecida na metade deste valor. “Se ela gasta 100 reais, a mesada deve ser 50 porque a criança vai achar que é muito dinheiro na mão dela de uma vez”, explica. É importante deixar claro que não será dado mais dinheiro naquele mês depois que a mesada terminar.

Nesta fase, o cofrinho pode ser substituído por uma caderneta de poupança no banco, desde que os pais expliquem este conceito para os filhos. “Não adianta o pai guardar se a criança não sabe o que está acontecendo”, diz Domingos.

Jogos e brincadeiras

Atividades lúdicas como Banco Imobiliário, Jogo da Vida, Jogo da Mesada e até mesmo jogos de memória ou baralho são úteis nesta etapa da vida, pois ajudam a compreender a importância de respeitar regras e o conceito de ganhar e perder. “Educação financeira é saber esperar, fazer escolhas, aproveitar oportunidades, e os jogos chamam atenção para isso”, diz Celina.

Conceitos que às vezes passam despercebidos pelos adultos também devem ser observados, como o fato de uma moeda de 50 centavos ter um número maior do que uma moeda de um real, por exemplo.

O especialista em educação financeira infantil Álvaro Modernell destaca que os pais devem evitar falar de finanças com linguajar de adulto. É melhor deixar para falar sobre isso na hora de pesquisar preço de uma boneca ou de um ovo de chocolate, pois o entendimento será mais fácil.

Posturas que aparentemente não têm relação com as finanças também devem ser observadas, como os cuidados das crianças com suas roupas e brinquedos. “Estimular os filhos a cuidar bem destas coisas é uma forma de educação financeira pois este é o patrimônio que a criança tem”, explica.

Mesada: como fazer?

A mesada pode ser implementada por etapas, começando por pagamentos semanais (entre seis e oito anos), depois quinzenais (dos nove aos dez), e então mensais (a partir dos dez). O importante é que os pais não dêem mais dinheiro do que foi inicialmente estipulado e que orientem seus filhos sobre como gastar a mesada.

Para os pais que pretendem ensinar seus filhos a poupar, Modernell recomenda um exercício: deixar que o filho escolha um sorvete na padaria e combinar que o troco ficará com ela. “Os pais verão que o filho tende a escolher um sorvete mais barato do que de costume. É uma chance de exercitar o ato de poupar”, explica.

Alguns livros também podem te ajudar a entender os pequenos, para começar a inseri-los no mundo das finanças:

Filhos: seu melhor investimento
Celina Macedo

Em famílias cada vez mais reduzidas, os filhos recebem muito mais do que seus pais pensaram em ter. Adultos que tiveram uma infância pobre caem na tentação de dar ao filho mais do que ele está preparado para receber e criam adolescentes mimados com grandes chances de se tronarem adultos consumistas e endividados. Além de orientar e chamar a atenção dos pais para esses temas, este livro é um guia que ajuda os pais em cada fase da educação dos filhos, dos 2 aos 18 anos.

Pais inteligentes enriquecem seus filhos
Gustavo Cerbasi

Pais inteligentes enriquecem seus filhos irá mostrar que o ato de educar financeiramente os seus filhos não precisa ser chato nem acompanhado de complicadas planilhas. O consultor financeiro Gustavo Cerbasi apresenta ideias e práticas cotidianas que, quando adotadas em famílias acompanhadas por ele, mostraram efeitos bastante positivos no modo de crianças e jovens lidarem com os próprios recursos e com a riqueza da família.

Outros livros podem ser lidos pelas próprias crianças e adolescentes, como esses do autor Reinaldo Domingos:

O menino e o dinheiro
Reinaldo Domingos

Nascido em uma cidadezinha pacata, com rios e montanhas, o protagonista desta singela história é um garoto que aprendeu desde cedo a observar e a respeitar os pequenos seres da natureza, como as formigas e os passarinhos, no trabalho cotidiano deles. Mais tarde, passou a contemplar as nuvens no céu, carregadas pelo vento, descobrindo que elas podiam realizar seus sonhos puros de criança.

Prosseguindo em suas descobertas, ainda com base na observação atenta do mundo, o menino percebe que muitos sonhos dependem de uma coisa chamada “dinheiro”… E que, para alguns sonhos, é preciso mais dinheiro do que para outros. Assim, juntando as peças do quebra-cabeça que ele mesmo forjou, arquiteta uma maneira de alcançar os sonhos pouco a pouco, a partir de uma única moeda…

A história deste livro resgata no imaginário infantil inspiração para abordar a questão financeira de uma maneira totalmente espontânea e criativa. Mergulhando nela, crianças e adultos poderão refletir sobre a própria relação com os bens materiais e não materiais, despertando novas atitudes e valores.

O menino do dinheiro
Reinaldo Domingos

Determinado, sonhador, curioso, entusiasmado pela vida: assim é o menino protagonista desta história, que traz, entremeada a uma narrativa leve e envolvente, importantes aprendizados sobre a relação do ser humano com o dinheiro e com os próprios sonhos.
Nascido em uma família humilde, em que a mãe era dedicada e amorosa e o pai trabalhador, porém desprevenido, esse garoto aprende desde cedo a dar valor às moedas que ganha, guardando-as em um cofrinho para, um dia, comprar o brinquedo que deseja.

Ter dinheiro não tem segredo
Reinaldo Domingos

Voltado ao público jovem, este livro traz informações preciosas sobre Educação Financeira àqueles que estão prestes a entrar no mercado de trabalho. A partir de temas que costumam “tirar o sono” da juventude, como a escolha da carreira profissional e a relação com a família, o autor mostra que é importante estabelecer uma relação saudável com as finanças desde cedo, porque, afinal, vivemos em uma sociedade capitalista, em que o dinheiro é um meio para a realização pessoal.

Ultrapassando a esfera individual, estimula o jovem a refletir, tocando em temas importantes: carga tributária, orçamento público, empreendedorismo tecnológico, consumo consciente e até mesmo os grandes ideais humanos, como a igualdade social e racial. Assim, estabelecendo relações, incitando a reflexões e transmitindo conhecimentos, o autor instiga os leitores a assumir as rédeas da própria vida financeira, por meio de um modo simples e eficaz de lidar com o dinheiro, mas que promete fazer a diferença entre poder ou não realizar os sonhos atuais e futuros.

Do Portal Como Investir
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