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Devolução do IR pago | Instituto de Educação Financeira

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Devolução do IR pago

Por Jurandir Sell Macedo

Nos últimos dias os brasileiros vêm recebendo uma série de ofertas para antecipar a devolução do Imposto de Renda (IR). Com a concentração de gastos no primeiro trimestre e tanta gente negligenciando as faturas do cartão ou tentando equilibrar as contas com o cheque especial, parece que o dinheiro extra viria na hora certa. E foi mesmo daí que surgiu a popularidade da antecipação do Imposto de Renda. Mas será que ela é recomendada para qualquer pessoa?

A antecipação é uma operação de crédito direto para pessoas físicas disponível em quase todos os bancos do país. Para ter acesso a essa linha de crédito basta estar com o cadastro regular, procurar o banco escolhido para receber a devolução e solicitar a antecipação. Por ser uma operação com certa garantia, a taxa de juros que os bancos cobram é bem menor que a de outras modalidades.

Como o custo é mais baixo do que o cobrado em cheque especial e cartão de crédito, todos que têm direito à restituição e possuem essas dívidas devem aproveitar a antecipação o quanto antes para quitar tais débitos. Também devem fazer a antecipação todos que têm outras dívidas com custo superior à taxa cobrada na antecipação, que gira em torno de 3% ao mês na maioria dos bancos – desde que o dinheiro seja realmente usado para pagar essas contas.

Não é aconselhável adiantar a devolução do IR para fazer investimentos, pois não existe aplicação que compense os juros cobrados por esse crédito. Também não faz sentido fazer a antecipação para colocar em um plano de previdência. Mas quando a restituição chegar, na data estabelecida pela Receita Federal, a previdência será um excelente destino para o dinheiro.

Há também quem encare a devolução como um prêmio ao qual tem direito todos os anos. Muitos fazem o que se chama de contabilidade mental, que é separar de cabeça o valor para um objetivo específico em vez de acrescentá-lo às receitas e despesas mensais. Não há problema nessa prática, desde que a pessoa não esteja endividada no cheque especial ou no cartão. Nesse caso seria como se tivesse financiando o prêmio a juros extremante elevados.

Já para quem não tem dívidas e quer realizar um sonho de consumo, como um novo televisor, uma renovada no guarda-roupas ou uma viagem de férias, pode ser que a antecipação até se justifique, já que em alguns momentos da vida um grande prazer é um bom destino para o dinheiro. Claro que, se esperasse a devolução, a pessoa poderia se presentear com um televisor melhor, uma viagem maior ou um guarda-roupas mais cheio. Mas nem todos estão dispostos a esperar por aquilo que querem.

O importante é estar atento a um detalhe: se você fizer a antecipação do Imposto de Renda pode usar o dinheiro como quiser, mas corre o risco de a devolução não retornar na data esperada, seja por um erro no preenchimento ou caso caia na “malha fina” da Receita Federal. Mas precisará pagar o empréstimo da mesma forma. Talvez, então, a dívida vire uma bola de neve e acabe comprometendo seu Natal e as férias do ano que vem.

Do Jornal  Estado de Minas

Jurandir Sell Macedo é consultor de Finanças Pessoais do Itaú Unibanco, professor da UFSC e fundador do IEF.

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