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Decifre o financês e multiplique os números | Instituto de Educação Financeira

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Decifre o financês e multiplique os números

Se palavras como volatilidade, liquidez, rentabilidade e alavancagem podem soar familiares, mas de difícil compreensão para o pequeno investidor – que guarda todas as economias na caderneta de poupança – imagine quando, numa conversa, lhe é servida a sopa de letrinhas: CDB, LCI, ETF, NTN-B, LFT, LTN… Essas siglas, mais formadas de consoantes do que de vogais, são uma praxe no cardápio de aplicações financeiras das instituições.

Para o poupador, resta fugir ou aprender sobre elas. A pessoa que quer diversificar terá de escolher a segunda alternativa. Não tem jeito. Com maior oferta de informações em sites na internet e em livros sobre finanças, e com um cenário cada vez mais complexo para investir, a busca por educação é vital para a saúde do bolso.

“O grande problema é que as pessoas dizem: não entendo nada e não sei nada disso. Com isso, criam um bloqueio e quem faz isso nunca vai entender mesmo”, avalia Jurandir Macedo, consultor de finanças pessoais do Itaú Unibanco e autor do livro A Árvore do Dinheiro (Ed. Campus). E como driblar esse bloqueio? O consultor recomenda que o poupador se abra para a possibilidade de aprender e tente praticar o que descobrir.

“Como tudo o que existe, o tema finanças também exige um esforço para ser entendido. Recomendo que as pessoas comecem com livros simples, que vão abrir a possibilidade de aprofundar o assunto posteriormente. Os jornais de economia também ajudam”, diz.

Como consultor, Macedo diz que sempre se esforça para tirar o “financês” do seu discurso, mas reconhece que as pessoas precisam aprender. “A palavra liquidez é um exemplo. É preciso aprender que ela é a capacidade de converter algo em dinheiro”, explica.

Há também o aspecto cultural e esse leva tempo. “Há trinta anos ninguém sabia o que era colesterol e hoje a maioria das pessoas sabe. Isso porque elas deixaram de ter bloqueio sobre o assunto. Entender finanças também vai fazer a pessoa ter mais qualidade de vida”, explica Macedo.

Entender não é pedir dicas

Um problema comum na busca por entendimento das aplicações é a simplificação extrema, que leva ao simplismo. “Pedir dica de investimento é ruim. Canso de ouvir pessoas pedindo isso, sem querer entender os detalhes. O engraçado é que a mesma pessoa gasta um mês pesquisando um modelo de carro ou de sofá antes comprá-lo. Mas não quer gastar tempo estudando uma aplicação financeira. A dica nunca vai servir porque o que é bom para uma pessoa pode não ser bom para outra”, afirma.

Eduardo Moreira, co-fundador do banco Brasil Plural, diretor da Geração Futuro e autor do livro Investir é Para Todos (Ed. Record), afirma ser um mito a ideia de que finanças e investimentos são temas difíceis de entender.

Ele diz que, além de buscar informação em livros, sites e jornais, o poupador não deve ter vergonha de perguntar e de insistir na questão enquanto não entender um determinado conceito ou o significado de uma sigla. “É importante saber fazer a pergunta certa. Se a pessoa que está respondendo não conseguir solucionar a dúvida, não tenha vergonha e pergunte de novo. Se você não entendeu é porque quem está respondendo também não sabe”, diz. Moreira lembra, ainda, que um erro comum do pequeno investidor é o de se preocupar muito com a rentabilidade, quando deveria se ater mais aos conceitos das aplicações.

Abordagem é desafio do outro lado do balcão

O poupador, no entanto, não está sozinho. Do lado das instituições financeiras também existe a necessidade de mudar a abordagem sobre investimentos, para que seja menos técnica e dura.

“Todos têm de colaborar, inclusive os bancos, para que haja uma mudança da abordagem e da linguagem na hora de conversar com o investidor “, diz Ana Claudia Silva Leoni, superintendente de educação da Anbima (Associação Brasileiras das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). A entidade organizou um seminário sobre linguagem e abordagem de investimentos no segundo semestre de 2013. “Detectamos que existe bastante informação disponível, mas o investidor precisa de auxílio no processo de tomada de decisão. Por isso, trabalhamos na capacitação dos profissionais”, explica a superintendente.

A conclusão é que quem lida com os pequenos investidores precisa usar uma linguagem fácil, com metáforas, jogos, comparações e humor. “É buscar um jeito diferente de explicar, por exemplo, que um fundo é como um condomínio. Tudo isso ajuda na memorização”, afirma. O investidor, por outro lado, também deve buscar o conhecimento, mas no lugar certo. “Ele não deve pedir ajuda do melhor amigo, mas do melhor analista. Afinal, quando o painel do carro quebra não é para a padaria que ele deve ir, certo?”, compara.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) diz que os profissionais de instituições financeiras têm o dever de informar adequadamente o investidor.

A autarquia tem um canal de atendimento para o investidor tirar dúvidas sobre conceitos, serviços, produtos e normas do mercado de capitais, além de fazer reclamações. O espaço fica no link Fale com a CVM, no site www.cvm.gov.br. Outras páginas que contêm informações são o portal do investidor (www.portaldoinvestidor.gov.br), a área educacional da BM&FBovespa (www.bmfbovespa.com.br) e o site da Anbima, que tem glossário (www.comoinvestir.com.br).

Matéria publicada no Diário do Comércio
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