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De devedora a investidora: com alternativas, dá para mudar a realidade financeira | Instituto de Educação Financeira

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De devedora a investidora: com alternativas, dá para mudar a realidade financeira

Do Portal Info Money

Cada vez mais as mulheres assumem o orçamento das famílias. E não à toa ficam endividadas. Em maio, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o percentual de famílias brasileiras que declarou possuir dívidas aumentou de 62,6% para 64,2%. E elas fazem parte dessa realidade. Com isso, sobra pouco para pensar em investir. Mas é possível mudar essa realidade.

Para tanto, porém, é preciso que as mulheres se atenham a particularidades femininas para conseguir colocar o orçamento em ordem e pensar no futuro. Futuro no qual 40% das mulheres ainda não pensam, segundo pesquisa da Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado. O fato é que, para organizar as finanças, é preciso seguir os três passos clássicos do planejamento financeiro: quitar as dívidas, poupar e investir.

Fazer isso significa, segundo a responsável pelo portal Loucas por Desconto, Magda Melo, identificar os gargalos do orçamento e os motivos que levam às dívidas. “Existe hoje uma cobrança excessiva em cima da mulher. A sociedade exige muito dela para ser aceita”, diz. Essa pressão, na avaliação de Magda, é o cerne do endividamento feminino.

O aspecto emocional também contribui para que elas fiquem mais endividadas. O responsável pelas pesquisas da Sophia Mind, Bruno Maleta, ressalta que não é lenda o fato de as mulheres serem mais impulsivas que os homens. “Isso é real, mas não é o principal motivo que leva ao endividamento delas. Assim como no caso dos homens, as dívidas advêm da falta de planejamento financeiro”, diz.

Livre-se das dívidas

De fato o problema é planejamento. Pesquisa da Sophia Mind aponta que 73% das mulheres ainda não possuem planejamento para aposentadoria. Entre as mulheres que já possuem um plano definido, 34% não estão cumprindo o planejado. O fato é que, embora a regra seja simples, muitos não conseguem seguir uma rotina financeira equilibrada. Com as mulheres, não é diferente.

Para os especialistas, não existe segredo: quem quiser se livrar das dívidas deve cortar, cortar e cortar gastos. No caso das mulheres, o primeiro passo é controlar a ansiedade. “É lenda o fato de os homens serem mais racionais. Eles também são consumistas. Mas as mulheres são mais ansiosas e o consumo é uma válvula de escape dessa ansiedade”, afirma Magda. O resultado é que as compras parecem ser um santo remédio feminino.

“Para sair de uma situação de endividamento, é preciso relacionar as despesas e os ganhos e ir cortando o que dá”, afirma Maleta. E como para mulher tudo parece essencial, dá para buscar alternativas para economizar. “As pequenas coisas é que fazem o dinheiro ir embora”, afirma Magda. Ela dá dicas para usar a criatividade e economizar.

Academia: não é necessidade básica. Dá para cortar esse gasto. “Se não quiser ficar sem fazer exercício, vá caminhar ou mesmo pular corda”, aconselha Magda.

Lazer: encontrar as amigos durante o final de semana para tomar um chope faz parte da vida de toda mulher moderna. Mas esse encontro não precisa sair tão caro. “O lazer de final de semana não precisa ser em um restaurante ou bar. Um jantar organizado em casa sai mais em conta”.

Beleza: deixar mãos e pés em dia e o cabelo perfeito. Para isso, muitas gastam e gastam muito. Mas mesmo aí dá para economizar. Reduzir o número de vezes que vai à manicure e pedicure ajuda. “E quem sabe fazer a unha faça em casa”. Você pode achar, mas não precisa hidratar o cabelo toda semana no salão. “Compre um creme adequado e faça em casa”, aconselha Magda.

Alimentação: especialistas concordam que comer fora de casa custa caro e é um dos itens que mais pesam no orçamento. Cozinhar em casa é alternativa para diminuir esses gastos. Para se animar a ir para o fogão, pense que é mais saudável levar para o trabalho comida feita em casa do que comer em restaurante.

Vestuário: comprar roupa nova é um verdadeiro prazer, ainda mais para as mulheres. Mas não precisa fazer isso a toda hora. Reinvente você mesmo o seu guarda-roupa. “Arrume o guarda-roupa e reveja as peças que têm e monte novas combinações”.

Maternidade: quem tem filhos quase não consegue resistir em comprar algum mimo para os pequenos. Mas resista aos supérfluos e pense: o seu comportamento de consumo influenciará o comportamento de consumo dos seus filhos.

Poupe e invista

Depois de criar alternativas e organizar o orçamento, é hora de pensar em poupar e investir. O levantamento da Sophia Mind mostra que 50% das brasileiras costumam poupar e investir.

Maleta acredita que, em se tratando de investimentos, as mulheres nada perdem para os homens. “É cada vez maior o interesse das mulheres que atuam na bolsa, por exemplo”, afirma. “A diferença é que, quando eles têm o mesmo objetivo, muda a percepção sobre esse objetivo”, diz o especialista. Ou seja, o homem compra um imóvel, mas isso para a mulher é investir na segurança da família.

A família tem participação ativa no planejamento feminino muito mais do que no dos homens. “Pesa mais sobre a mulher essas responsabilidades. Ela acaba cuidando do orçamento do lar”, considera Maleta. Por conta da família, elas acabam sendo mais conservadoras nos investimentos.

Tanto no caso deles, como no caso das mulheres, Magda reforça que o ponto principal para se dar bem nos investimentos é ter em mente metas claras. “É muito importante traçar um objetivo para investir. Se você não sabe para onde quer chegar, você não chega a lugar algum”

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