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Da independência política para a financeira | Instituto de Educação Financeira

Artigos, Finanças Pessoais

Da independência política para a financeira

Por Letícia Teston

Passados quase duzentos anos da declaração de independência do país, conquistar a autonomia financeira e lucrar com as altas taxas de juros ainda é um desafio para maior parte dos brasileiros. Conquistamos o status de Estado economicamente sustentável, mas o povo brasileiro amarga a estatística de ter quatro endividados para cada seis pessoas economicamente ativas.

Um estudo feito pela LCA Consultores, em abril deste ano, aponta que para cada R$ 100 de salário, o brasileiro deve R$ 40.  A Comissão Nacional de Educação Financeira divulgou um estudo recente no qual constatou que um em cada três brasileiros paga só o mínimo da fatura do cartão de crédito a cada mês e continua a enfrentar os juros altos.

Busca por Status Social

“Você tem comprado todas essas coisas porque precisa, ou porque quer impressionar sua nova amiga, Nenê?”. A pergunta é feita por Lineu Silva, personagem de Marco Nanini na série “A grande família”, da TV Globo. Ele questiona o motivo de sua mulher ter comprado uma bolsa e um celular novos depois de ter sido chamada de “gente diferenciada” pela vizinha.

No episódio de quinta-feira (04/08), a personagem de Marieta Severo ficou no vermelho para pagar as prestações do acessório e do aparelho novos. E o único motivo que a levou a adquirir esses produtos foi o status social. Mesmo sem perceber, muitas pessoas apertam o orçamento em busca de um padrão de vida que não podem sustentar e acabam transformando o crédito em inimigo e os juros, em vilão.

Independência financeira

Faltando menos de um mês para o dia 7 de setembro, inspire-se nas comemorações da Independência do Brasil e busque a sua!

Antes de mais nada, você precisa conhecer sua relação com o dinheiro e usá-lo para conquistar qualidade de vida. Para isso, alguns passos são indispensáveis:

  1. Organize suas finanças e faça um planejamento para que você possa gastar de acordo com suas possibilidades.
  2. Determine sua situação financeira atual. Faça um levantamento de tudo o que você tem e coloque na ponta do lápis suas receitas e despesas mensais.
  3.  Faça uma tabela e liste nela todos seus ativos – bens adquiridos – e seus passivos – dívidas contraídas. Faça a conta, ativos menos passivos, para obter o valor de seu patrimônio líquido. O conceito de Robert Kiyosaki explica a diferença entre os dois: “um ativo é algo que põe dinheiro no meu bolso e um passivo é algo que tira dinheiro do meu bolso”.
  4. Elabore um orçamento e descubra para onde está indo seu dinheiro. Com ele é possível fazer um plano de seus gastos e poupança. Organizar as contas também mostra a real dimensão da sua saúde financeira e quais são seus hábitos de consumo. Possibilita que você diminua seus gastos cortando os desperdícios.
  5. Defina seus objetivos: onde você gostaria de estar daqui a 10, 20, 30 anos. Coloque seus sonhos no papel e estabeleça metas concretas.
  6. Crie metas de curto prazo para cada objetivo.
  7. Quando começar a sobrar dinheiro no fim do mês, é hora de pensar nas possíveis formas de aplicação e investimento.

Lembre-se: em um país que tem uma taxa de juros alta, como o Brasil, gerar dívidas e pedir empréstimo torna-se muito mais punitivo. Por outro lado, para aqueles que conseguem guardar dinheiro no fim do mês, o investimento torna-se mais atrativo. Não é motivo suficiente para você correr atrás da sua independência financeira?

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