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Controle os impulsos para um bom planejamento financeiro | Instituto de Educação Financeira

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Controle os impulsos para um bom planejamento financeiro

Gastar menos do que ganha e não se descontrolar em viagens ou no final de semana como se o orçamento não tivesse fim podem parecer erros óbvios no planejamento financeiro mas, acredite, são os mais cometidos. Mesmo para quem se considera muito organizado com as finanças. Giselle Medeiros, 39 anos, sempre manteve as contas sob controle mas, durante uma viagem ao exterior, esbanjou no cartão de crédito. “Dei me ao luxo de gastar mais do que o planejado”, admite Giselle, que usou reservas feitas para outros fins para quitar a fatura.

O deslize cometido pela bancária é bastante comum. “É aconselhável que, em viagens ao exterior, o interessado planeje previamente os gastos e, feito isso eleve em 20% esse montante. Dessa forma, o valor despendido e compras será mais bem administrado”, sugere Homero Reis, Coaching Financeiro.

Mas não são as férias as únicas vilãs do planejamento financeiro. De acordo com especialistas, a falta de controle dos gastos no final de semana, o consumo para bancar a aparência social e até mesmo empréstimos feitos a familiares e amigos são inimigos das finanças pessoais. “É bastante comum as pessoas se enganarem: gastarem mais do que acham que gastam ou mesmo não considerarem gastos irrisórios, como um cafezinho”, completa Jurandir Sell Macedo Jr., consultor de finanças pessoais do Itaú e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Ricardo Rocha, professor do curso de especialização em gestão de operações e serviços bancários da Fundação Vanzolini, chama a atenção para questões comportamentais, tais como os gastos por compulsão ou compras feitas para tentar compensar a ausência de afeto. “Esses perfis de família são os que mais gastam. Tentam compensar falhas afetivas com brinquedos, restaurantes e outras coisas”, diz o especialista, que ainda ressalta que pessoas que enriqueceram não o fizeram só por sorte, mas principalmente por competência em gerir suas finanças.  “Se um indivíduo ganha bem, mas gasta tudo, ele não é rico.”

Para evitar essas armadilhas, a sugestão mais conhecida é anotar todos os gastos. “Guardar as notas fiscais e, uma vez por semana, passar os gastos para uma planilha. O recomendado é manter o ritual por 3 a 4 meses a fim de identificar as maiores despesas” diz Macedo.

Arrumando a casa: Giselle Madeiros acionou reservas para cobrir gastos com viagem ao exterior

Giselle segue à risca a recomendação, mas para não ficar refém das planilhas conta com a ajuda da tecnologia. “Toda a compra que faço com o cartão de crédito recebo uma mensagem de texto. A própria administradora do cartão emite esse histórico. Desse modo sei, no final do mês, quais foram os principais gastos.”

Outra dica é superestimar os gastos “Superestime as despesas e não subestime. Dessa forma você evitará surpresas”, afirma o coaching financeiro. “Orçamento é igual reforma de imóvel, por isso é preciso ter controle.”

Para Reis, o princípio básico está em inverter a dinâmica financeira. “É imprescindível que o interessado em se organizar financeiramente primeiro poupe, para só então gastar. Dessa forma ele terá uma reserva para gastos não previstos.”

Além disso, para equalizar as contas é necessário conversar francamente com as pessoas que participam do orçamento, destaca Reis. “Quanto maior seu padrão de econômico-financeiro, maiores os valores agregados na vida cotidiana. Por isso é necessário saber se relacionar com sua faixa social para então tentar otimizar os recursos. E para isso é preciso conversar com as pessoas que o cercam.”

Quem não se planeja… acha uma desculpa

A falta de planejamento financeiro encontra justificativas das mais variadas – e não a simples desorganização. Jurandir Sell Macedo Jr., consultor de finanças pessoais do Itaú e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ressalta que as pessoas se enganam no que diz respeito ao planejamento financeiro. “O começo de um planejamento orçamentário é conhecer seu comportamento passado para só então planejar o futuro”, aconselha Macedo. Segundo o especialista as desculpas mais comuns são a falta de tempo; a falta de entendimento do propósito do controle; e a falta de conhecimento. “Assim que o indivíduo começa a anotar seus gastos, estes automaticamente são reduzidos”, afirma. “Mas para isso, deve-se entender, por exemplo, que fazer o orçamento financeiro não tem por objetivo gastar menos e sim melhor.”

Do Jornal Brasil Econômico
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