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Consumo por impulso começa cada vez mais cedo, aponta pesquisa | Instituto de Educação Financeira

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Consumo por impulso começa cada vez mais cedo, aponta pesquisa

Em tempos de crise, uma pesquisa da Unicamp confirmou o que já se percebia sobre o comportamento dos jovens. Os adolescentes não sabem lidar bem com dinheiro. A pesquisa mostrou que a criançada nem pensa em guardar a mesada. Gasta quase tudo de uma vez e com coisas de que, muitas vezes, nem precisa.

Diante da vitrine, o jeitinho dengoso é para convencer a mãe a comprar. Eles são exigentes. “Com 5 anos, já sabe o que quer e é muito determinada. ‘Mamãe, é isso o que quero, é isso o que vou comprar e é isso o que vou usar’”, conta a mãe, que garante: tenta resistir, mas na prática. “Ela já escolheu o azul, o rosa, o verde e o branco. E eu acho que vou comprar todos”, diz.

Ao ceder, ela confirma os dados de uma pesquisa da Universidade de Campinas (Unicamp) que mostra que as crianças e adolescentes brasileiros não estão preparados para lidar com questões financeiras no futuro.

“Aquilo que eles recebem eles gastam imediatamente”, afirma a pesquisadora da Unicamp, Maria Aparecida Belintane.

A pesquisa ouviu crianças e adolescentes entre 8 e 14 anos de idade em três regiões com rendas familiares diferentes. Ao todo, 92% dos entrevistados disseram que recebem mesada dos pais e todos afirmaram gastar tudo com si próprios, o que para a educadora indica a tendência consumista dos adultos no futuro.

A pesquisa identificou ainda que o comportamento se repete independentemente da renda familiar. Para os mais ricos, falta planejamento pelo excesso de dinheiro. Já quem ganha menos cede aos filhos quando pode. Só que nos dois casos, a educação financeira é prejudicada.

A solução é impor limites aos filhos. Seja sistemático. Dê dinheiro sempre em uma mesma data e cobre da criança a prestação de contas. Quando for ao supermercado, faça uma lista e mostre os itens para seu filho. Em parques, determine quantos brinquedos pode ir. Nunca justifique a compra pela falta do dinheiro. Explique que não é hora de consumir.

E atenção: “Não tenha medo de dizer não. Ninguém vai morrer ou fica infeliz porque o pai disse ‘não’. Tenha claros os valores da família para que a criança se oriente a partir deles”, orienta a pesquisadora Maria Aparecida Belintane.

A empresária Célia Feltrin tem dois filhos e resolveu usar o restaurante da família para educar os meninos. Quando eles querem dinheiro, tem que trabalhar. “Eles têm que ter noção que tudo o que temos em casa custou trabalho. Estamos tentando levar isso para o futuro deles”, comenta.

O resultado? eles explicam. “Quando eu quero alguma coisa, eu junto e consigo comprar. Não preciso pedir para minha mãe ou para meu pai”, diz Flávio Feltrin, de 13 anos. “Eu tenho que controlar o meu dinheiro e tenho noção do quanto eles estão se esforçando para conseguir dinheiro e pagar tudo o que eu tenho hoje”, conta Giovani Feltrin, de 17 anos.

A pesquisadora reforça que quem gasta por impulso tende a fazer dívidas. Ou seja, muitos adultos que não entendem por que vivem com as contas no vermelho, podem ter começado lá na infância.

Do Portal G1
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