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Consultor alerta: só um orçamento não basta | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais, Notícias

Consultor alerta: só um orçamento não basta

por Emília Chagas e Letícia Teston.

Para aqueles que têm dificuldade em fazer um orçamento financeiro, imagine fazer cinco. Pode parecer uma missão impossível, mas essa foi a principal dica financeira dada pelo consultor Augusto Saboia durante a palestra na ExpoMoney de Curitiba, no último dia 6.

“Com apenas um orçamento o consumidor terá o retrato apenas do seu passado financeiro. Será apenas um registro do que ele estava fazendo até então, o que ele precisa fazer é um retrato do futuro”, explica Saboia.

O primeiro orçamento representa o que você está fazendo, o segundo deve representar o que você deveria estar fazendo, ou seja, o que você deveria ter feito, e não fez. Mas não se trata apenas da revisão do orçamento anterior.

Como funciona cada orçamento:

Primeiro: este orçamento representa o seu passado financeiro, é a tradicional planilha.

Segundo: este orçamento deve prever uma economia mensal de 20 a 30%  do salário.

Terceiro: é o orçamento segundo o qual você gostaria de viver: consumindo aquilo que deseja, carros, viagens.

Quarto: o objetivo deste orçamento é o enriquecimento. Nele o que estará previsto será a economia.

Quinto: o objetivo aqui é a prevenção. Este orçamento representa as reservas a reserem usadas em casos de imprevistos.

A ideia é que a pessoa se adapte conforme os períodos em que está passando.

“O que deve ser feito é transitar entre os orçamentos para encontrar aquele que vai se ajustar a sua vida em determinado momento. Essa adaptação vai ocorrer em cada fase”, explica o consultor.  Algumas das variações que devem ser levadas em conta nesse momento são: perda de emprego, aumento de salário, filhos. Para cada variação terá de haver um orçamento diferente, o segredo é ser flexível e coerente.

“Você não merece”

Saboia brinca com o conceito que temos de merecimento, “você nunca merece nada, ponha isso na sua cabeça, pelo amor de Deus”, brinca o palestrante.  É uma forma descontraída de explicar que o fato de termos as coisas não é um merecimento, e sim uma necessidade.

O consumismo presente na sociedade, em contra partida, faz com que sempre queiramos uma roupa melhor, uma joia nova, um carro novo. E esses gastos envolvem outro orçamento, porque justamente representam outro padrão de vida, com o qual não podemos arcar.

“Não existe carro de R$30 mil no mercado”

Saboia usa o sonho de quase metade dos brasileiros para fazer um alerta: quem vai comprar um carro novo tem que prever um gasto de, no mínimo, R$ 10 mil a mais sobre o valor do veículo para cada ano. “Então, se você comprar um carro popular de R$ 30 mil, deverá dispor R$ 40 mil do seu orçamento anual”, avalia o consultor. Após cinco anos serão gastos cerca de R$ 80 mil do orçamento. E depois desse período há a necessidade de gastar mais R$ 20 mil, caso haja a necessidade de trocar de veículo. Ou seja, um carro popular, depois de cinco anos, passa a custar mais de R$ 100 mil.

É mais fácil aumentar a renda do que diminuir o padrão de vida.

Saboia, que já prestou assistência financeira para mais de duas mil famílias nos últimos dez anos, avalia que os brasileiros têm dificuldade em poupar e que, em função disso, a saída mais eficiente é criar mecanismos para que as pessoas aumentem suas rendas.

Mas, além disso, algumas atitudes ajudam. Dividir os gastos é uma boa maneira de não perder dinheiro. Quem se programa na hora de comprar um presente de aniversário, por exemplo, não precisa pagar caro por um artigo adquirido às pressas antes da festa.

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