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Conhecimento sobre Finanças Comportamentais ajuda a reduzir riscos ao investir | Instituto de Educação Financeira

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Conhecimento sobre Finanças Comportamentais ajuda a reduzir riscos ao investir

A desvalorização acumulada nos primeiros oito meses de 2011 de 18,5% do índice referencial da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, é mais um motivo que se soma a mercados nervosos e economias em crise, para estimular que os investidores se perguntem por que investir em renda variável. A resposta deve ser encontrada observando as particularidades de cada um. Mas, além disso, os conhecimentos sobre Finanças Comportamentais podem ajudar a reduzir os riscos desse tipo de investimento. O livro, que será lançado nos próximos meses pela Editora Atlas e tem como um dos autores¹ o entrevistado, aponta, já no título, alguns dos fatores que impactam nas ações dos investidores. A obra se chamará “Finanças Comportamentais: como o desejo, o poder, o dinheiro e as pessoas influenciam nossas decisões”.

Qual é o papel das Finanças Comportamentais no mercado financeiro?

O ponto central é que ela pressupõe que há uma certa irracionalidade presente nas decisões dos investidores. A partir dos seus estudos, passou-se a considerar que os homens agem sob a luz das emoções, e desviam-se da racionalidade muitas vezes. Por isso, as Finanças Comportamentais tentam incluir as emoções no modelo das decisões. Para isso, passou a ser importante a disseminação, especialmente entre os profissionais de investimento, de conhecimentos de outras áreas, como a psicologia, que agregou noções sobre processos da tomada de decisão dos indivíduos e a atenção para o fato de que os humanos cometem erros nas suas avaliações de riscos.

De que forma os conhecimentos sobre Finanças Comportamentais podem influenciar nas ações de investimento?

As pessoas esperam que as Finanças Comportamentais lhe dêem respostas sobre o que fazer ou não. Isso é um equívoco. Na verdade, ela indica e explica reações que investidores podem ter. Através dela é possível entender o que acontece à maioria das pessoas diante de momentos de bastante pavor como aos quais passamos nos últimos meses. Diante disso, na prática, as Finanças Comportamentais ajudam de forma preventiva. Ou seja, ela pode contribuir para que o investidor evite erros gerados por certa dose de irracionalidade apontada por ela como inerente do ser humano.

Como podemos explicar o comportamento vendedor dos investidores da bolsa de valores brasileira que tem resultado na desvalorização do índice principal?

Diante de um momento de grande volatilidade, queda em outras bolsas de valores e crises econômicas em diversos países, as reações dos investidores tendem a ser instintivas. E diante do perigo iminente, as pessoas reagem tirando seu dinheiro de aplicações, vendendo suas ações, mesmo que isso signifique perdas. O cérebro funciona muito com âncoras e procura dar lógica a eventos desconexos. Ou seja, nos fiamos muito em experiências do passado. E diante de um cenário dos mercados financeiros como o atual, a primeira conexão que o investidor faz é com a crise de 2008. Ela é a lembrança mais recente da maioria dos investidores, especialmente, as pessoas físicas que investem hoje na BM&FBOVESPA. A maioria delas não passou pelas crises de 1971 ou de 1997, que foram muito mais longas que a mais recente. Por isso, é arriscado os investidores fazerem este tipo de ligação. Além disso, especialmente a pessoa física tem grande dificuldade em lidar com as valorizações e desvalorizações das ações. Ela é atraída para a bolsa justamente nos períodos de alta e, quando a bolsa cai, a maioria para de investir. Ou pior, desfaz-se de suas posições. No entanto, esse comportamento, apesar de ser explicado pelas Finanças Comportamentais, não faz sentido para quem tem objetivos de desenvolver uma poupança no longo prazo.

Sob o ponto de vista dos ensinamentos que as Finanças Comportamentais podem trazer ao investidor, qual seria a estratégia menos arriscada para investidor na bolsa de valores?

Pesquisas mostram que aquelas pessoas que agem passivamente, que acabam comprando um pouquinho ao longo dos anos em que estão produtivas, e vão vendendo aos pouquinhos à medida que se aproxima o período de aposentadoria, têm mais sucesso no mercado de ações. É essa a estratégia utilizada pelos maiores fundos de pensão do mundo. E para testá-la, fizemos uma pesquisa² com quatro cenários distintos de investimentos em ações a partir do rendimento do Ibovespa, cujo resultado demonstrou isso. Portanto, a melhor forma de entrar na bolsa de valores é separando uma parte dos rendimentos mensais para ser investida em ações, independentemente das cotações estarem em alta ou baixa. Dessa forma, é possível também evitar as ações influenciadas por certa irracionalidade que influência nas nossas decisões.

 ¹ Autores: Jurandir Macedo, Régine Kolinsky, e José Morais.

²Para saber mais sobre a pesquisa

 Do Portal Apimec Sul
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2 comentários to “Conhecimento sobre Finanças Comportamentais ajuda a reduzir riscos ao investir”

  1. Boa noite, estudo Finanças e metade da minha sala (inclusive a mim)ainda tem receio de investir em ações, mesmo com todas as informações que temos, não investimos. Isso é explicado por finanças comportamentais? Obrigada.

    • Não Karina, isto é comodismo. Se vocês sentem-se inseguros, procurem pesquisar mais sobre o assunto. Mas inseguros, nós sempre vamos ficar, o importante é dar o primeiro passo. Que tal aproveitar que o interesse de vocês é coletivo para formar um grupo de investimentos?

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