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Comprar ou alugar? | Instituto de Educação Financeira

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Comprar ou alugar?

O dilema entre comprar e alugar um bem aflige a maioria dos brasileiros em algum momento da vida. Para fazer a melhor escolha, a dica é comparar friamente as vantagens e as desvantagens entre locação e aquisição. Deixe a emoção de lado nessa hora. Para muitas pessoas, alugar um produto ainda tem a conotação de falta de dinheiro.

Outras se irritam com a limitação do prazo da locação, afinal, você não é o dono daquilo que aluga. Antes de decidir, considere o valor que vai ser gasto, se haverá parcelamento e o tempo de uso. Depois, multiplique o valor do aluguel pelo tempo que pretende ficar com o bem. O próximo passo é comparar o preço de compra com o do aluguel. Opte pelo mais barato. Veja situações em que é mais vantajoso alugar do que comprar um bem.

Imóvel

Quem quer ter a segurança de que sempre terá uma casa para morar vai preferir comprar um imóvel. Tratase de uma decisão conservadora e, do ponto de vista financeiro, pode não ser a melhor alternativa, explica Syllas Ramos, diretor do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF), em São Paulo.

No caso da compra, você estará comprometendo sua renda com um bem de baixa liquidez. A venda de um imóvel pode demorar meses. Se você destinar até 25% da sua renda líquida com o custo total da moradia, o aluguel pode ser uma excelente opção. Quando se trata de casa de praia, ela é considerada um escoadouro de dinheiro.

Ao pagar 200 reais de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) mensalmente, mais 50 reais semanais de faxina e 100 reais de conta de água e luz, no fim de cada mês o custo total representará 500 reais, ou seja, 6 000 reais por ano. O cálculo não considerou a manutenção da casa (pintura, consertos, reposição de móveis).

“Com 6 000 reais ao ano você pode conhecer diferentes praias com menos dor de cabeça”, diz Augusto Sabóia, economista e consultor financeiro, de São Paulo. Segundo cálculos dele, os 500 reais mensais aplicados em um fundo de ações indexado ao Ibovespa (o índice que reúne as ações mais negociadas da bolsa de valores) renderiam 400% em dez anos.

DVDs

Seu filho adora ver desenhos como Backyardigans, Barney, Charlie e Lola, Avatar, Barbie, Bob Esponja e Cocoricó? Do ponto de vista financeiro, é um grande benefício comprar o DVD da animação preferida para crianças entre 2 e 6 anos.
“Nessa faixa etária, elas se fixam em alguma história e querem assistir ao mesmo DVD repetidas vezes até a exaustão”, diz Cássia D’Aquino, educadora com especialização em educação infantil, de São Paulo. Prejuízo seria alugar dez vezes o mesmo título. A diária de locação de um desenho animado custa cerca de 7 reais nas principais locadoras da cidade de São Paulo.

Em média, o preço de compra pode variar entre 15 e 32 reais. A temporada completa gira em torno de 100 reais. Já a locação da série sai por 18 reais. Depois dos 6 anos, quando a criança pedir diferentes DVDs infantis, deve prevalecer o discernimento dos pais. “É preciso fazer os pequenos entenderem que existem limites para o gasto do dinheiro”, completa a educadora Cássia.

Vestido de Noiva

Escolher o traje para o grande dia é uma decisão emocional. “Há noivas — e, principalmente, mães de noivas — que não abrem mão de comprar um vestido para guardá-lo como lembrança da data especial”, diz a cerimonialista Elke Delmond, que presta assessoria a casamentos e eventos em São Paulo. Um vestido de noiva comprado nas principais capitais e feito por um estilista de renome pode custar entre 6 000 e 7 000 reais.
Mas, se decidir fazer o primeiro aluguel do traje, em que o vestido é feito sob medida e você tem de devolvê-lo depois do uso, o custo cai para 3 500 reais. Porém, há um risco: se durante a festa ocorrer a infelicidade de manchar o vestido, você vai ter de pagar por ele. As lojas não aceitam a devolução do vestido de primeiro aluguel com manchas. Quem tem um orçamento muito apertado pode optar pelo segundo aluguel da roupa.

Nesse caso, o vestido já foi lavado, passou por reforma para a troca de rendas danificadas e reposição de pedras que caíram durante o primeiro uso. O segundo aluguel varia de 1 500 a 2 000 reais. Mais uma alternativa é aproveitar as viagens ao exterior para comprar seu vestido.

“Recentemente, fui buscar uma cliente no aeroporto internacional de São Paulo que havia trazido um vestido de noiva de Washington, nos Estados Unidos, onde estava a trabalho. Ela comprou um belo vestido por 500 dólares, mais barato que o preço do primeiro aluguel aqui no Brasil”, diz a cerimonialista.

Carro

Morar próximo a uma estação de metrô ou usar ônibus para chegar ao trabalho são bons motivos para não gastar cerca de 40 000 reais na compra de um automóvel zero-quilômetro de médio porte. No entanto, se você não pode imaginar a vida sem carro, saiba que é possível alugar um eventualmente. “A locação de um carro 1.6 com ar-condicionado, direção hidráulica e travas elétricas, custa 450 reais.

No verão, muitas famílias alugam carros para seguir em direção à praia”, afirma Eládio Paniagua Junior, sócio-proprietário da Point Rent a Car, em São Paulo. Considere ainda que se você comprar um automóvel no valor de 40 000 reais será preciso pagar o Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA), de 1 500 reais, o seguro anual de 2 000 reais, contabilizar a depreciação anual de 10% e cerca de 100 reais de combustível por semana.

Mas, se o carro for usado, com alta quilometragem, há ainda o custo de manutenção de 2 000 reais ao ano, que inclui alinhamento, balanceamento, pastilhas, limpadores de para-brisas, luzes, amortecedores, lavagens, troca de filtros e de óleo. Em um ano, as despesas podem chegar a quase 15 000 reais. Em cinco anos, o valor gasto com o veículo alcança 75 000 reais.

Do Portal Você S/A
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