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Como transformar planos de Ano Novo em realidade? | Instituto de Educação Financeira

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Como transformar planos de Ano Novo em realidade?

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Por Jurandir Macedo*

Mais do que a idade cronológica, o que determina a juventude é a capacidade de fazer planos. Pode ser que você, leitor, não veja mais um menino refletido no espelho. E você, leitora, observe no reflexo uma garota mais madura e de feições mais determinadas do que há alguns anos. Mas, certamente, recuperamos todo nosso entusiasmo de adolescentes ao imaginar as realizações que 2014 nos trará.

O que você pretende fazer? Quer perder alguns quilos? Fazer exercícios? Diversificar os investimentos ou reforçar um plano de previdência privada? Estudar mais? Deixar de fumar? Aprender um novo idioma? Iniciar um novo hobby, como velejar ou ler livros que há tempos vem postergando? Abrir um negócio? Fazer uma viagem a algum país desconhecido?

Quando colocamos esses objetivos no papel, muitas vezes em plena noite de Réveillon, parece tudo muito simples. Um destino, algumas metas para chegar lá… E pronto, não? Bem, ao menos é assim que fazemos com nossos objetivos profissionais. Planejamos, distribuímos tarefas, acompanhamos a evolução delas, resolvemos eventuais imprevistos e os projetos, enfim, saem do papel.

Será que é assim com os nossos projetos de vida também? Por que, muitas vezes, transformar um sonho pessoal em realidade parece tão mais distante do que coordenar equipes inteiras na efetivação de um planejamento estratégico? É que, seja qual for o sonho, invariavelmente a concretização dele passa pela mudança de algum comportamento ou pela criação de um novo hábito – e criar hábitos, por sua vez, exige conhecimento de programação. Mas não é programação de códigos em softwares, não. É programação da máquina mais complexa de todas: o nosso cérebro.

RI 2Pense em como foi desgastante para seu cérebro quando você o usou pela primeira vez na intenção de aprender a dirigir. Pense em como você dirige agora. Provavelmente, como a maioria das pessoas: no piloto automático. Portanto, é preciso criar mecanismos para não esquecer (os recados, na agenda, no celular, no email), até que o comportamento entre na rotina. Completou a atividade? Dê a si mesmo um

prêmio, nem que seja um sorriso ou uma palavra de incentivo como recompensa!

 

Um gatilho: o hábito do “por quê?”

Pela regra geral, o cérebro leva cerca de 30 dias para incorporar um novo hábito. Uma vez que ele se  ornar automático, você passa para o próximo. Pode parecer um longo e penoso processo, mas ele é recompensado pelos benefícios que você vai obter a partir de cada novo hábito positivo que criar. Neste

ritmo, é possível construir doze novos hábitos por ano! Considerando que a maioria das pessoas não constrói sequer um novo hábito positivo ao longo de toda a vida, doze por ano é mesmo fantástico.

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Mas, como fazer para seguir os três Rs de forma sistemática, sem interromper a programação do cérebro até que o novo
hábito tenha sido adquirido (ou o mau comportamento, interrompido)? Um gatilho interessante para evitar a auto-
-sabotagem é adquirir um primeiro hábito, mais simples: perguntar a todo momento “por quê?”.

A proposta é questionar desde as ações mais simples, como: “por que estou lendo essa revista?”, “por que estou comendo esta torta?” até “por que estou acendendo este cigarro?”. E, em seguida, travar um diálogo consigo mesmo, em busca de uma resposta honesta. Vamos ver um exemplo?

Por que estou comprando essa bolsa? Porque eu quero.

Quero por quê? Porque vi um modelo parecido em uma revista e achei bonito.

Por que é que eu quero nesse momento? Porque quero me dar um presente.

Por quê? Porque faz tempo que não compro nada para mim.

Por quê? Porque preciso aumentar os depósitos no plano de previdência… Mas sei que se eu comprar essa bolsa o plano vai ficar para o mês que vem, de novo.

A sequência de perguntas pode revelar que o que você está fazendo no momento é só uma distração que o afasta daquela
resolução colocada no papel na virada de ano. Tornar-se o tipo de pessoa que você quer ser, afinal, envolve um processo
diário a seguir. Não é apenas um produto final a atingir. Por que isso é verdade? Porque a sua vida hoje é, essencialmente, a soma de seus hábitos adquiridos ao longo dos anos.

Hábitos diários – pequenas rotinas que são repetíveis – são o que fazem grandes sonhos uma realidade. Sonhe grande
para 2014, mas comece pequeno, agora mesmo!

Artigo publicado na revista RI

Jurandir Sell Macedo é consultor de Finanças Pessoais do Itaú Unibanco, professor da UFSC e fundador do IEF.

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