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Saiba como poupar e levar uma vida confortável mesmo ganhando pouco | Instituto de Educação Financeira

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Como poupar e levar uma vida confortável mesmo ganhando pouco

Planejar o futuro pode ser menos doloroso do que parece para quem define cedo o rumo que quer tomar na vida. Uma família de três pessoas pode, com relativa tranquilidade, pagar todas as contas, divertir-se e ainda poupar. Quem garante é o diretor executivo da Ecobenefícios Good Card, Alexandre Leite. Fundador do site Planejando Sonhos, ele diz que não é preciso ser rico para ter sobras no orçamento. E argumenta que um casal, com renda bruta mensal de R$ 3.250, tem condições de, ao longo de 24 anos de casado, formar um filho na faculdade, viajar de avião e comprar carro e casa, sem abrir mão do lazer. Para isso, no entanto, é importante identificar as prioridades e a ordem certa do uso do dinheiro. Uma mudança de rota e uma escolha errada podem atrapalhar todo o projeto.

“Se não programar com cautela o que fazer de início, as pessoas se desgastam e chegam frustradas ao fim da vida”, alerta Leite. Nas projeções do especialista, a ordem dos fatores altera, sim, o resultado. E para ajudar os menos metódicos, ele criou uma planilha na qual, primeiro, o casal compra um veículo, viaja, tem um bebê e começa a economizar para os estudos do filho. Só depois, realiza o sonho da casa própria. “Se optar pela casa antes, não conseguirá levar o herdeiro para a faculdade”, pondera. Ele destaca que a administração do salário mensal tem que ser feita em conjunto pelo marido e pela mulher. A ideia é guardar o dinheiro, usá-lo de forma inteligente e não abrir mão do hábito de gastar menos no presente, de olho no futuro.

Caderneta

Com renda bruta de R$ 3.250, o casal paga todos os compromissos, cuida da aparência e ainda dá aquela saidinha de fim de semana. Somando obrigações e prazeres, o gasto mensal é de R$ 2.922,50 (veja no infográfico acima). Sobram R$ 327,50 (11,2%) para a caderneta de poupança. “Exemplifiquei com um investimento de baixo retorno. Existem outros que rendem mais, mas a poupança está à disposição de todos e é fácil administrar”, explica Leite. Após o casamento, o desejo é de sempre dar conforto ao filho – nesse caso, considera-se que o casal chegue aos 12 primeiros meses de casados. Com os gastos controlados, em três anos, haverá reserva suficiente para dar R$ 13 mil como entrada em um veículo (parcelado em 36 meses) e para pagar o seguro.

Concluído o primeiro esforço, chega a hora do segundo passo. Em quatro anos, a poupança permitirá viajar três vezes, se o valor da passagem de avião não ultrapassar R$ 5 mil, cada. Nos seis anos seguintes, aqueles 11,2% da renda serão dedicados à faculdade do jovem. Quando o filho estiver a ponto de andar com as próprias pernas, os pais ficarão livres do aluguel. Em pouco mais de uma década, terão acumulado quase metado do valor da entrada de uma casa de R$ 150 mil. Assim, um ano antes das bodas de prata, a família estará com as finanças saudáveis, sem dívida e com a vida mais tranquila.

Tempo a favor

O jovem tem o tempo a seu favor. Sem compromissos imediatos – conta com o apoio da família -, tem a liberdade de pensar primeiro nas necessidades básicas, comoe studo, alimentação, saúde, lazer, moradia e, só depois, começar a guardar recursos. O essencial, entretanto, é quele saiba como usar od inheiro que seria pago em impostos a seu favor. “O governo como 25% do bolo salarial em tributos. Você só fica com 75% de tudo que ganhou ao longo da vida”, calcula Osvaldo Nascimento, diretor executivo e de Produtos de Investimento e Previdência do Itaú Unibanco. Para começar a se planejar desde cedo e evitar um baque no poder aquisitivo na velhice, a saída para os jovens são os planos de previdência privada, como o PLano gerador de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL).

“Um pai com renda de R$ 100 mil anuais deve fazer um PGBL para o filho com o valor que puder. Estará investindo o Imposto de Renda (IR) no futuro da criança, porque, ao fazer a Declaração no modelo completo, pode abater R$ 12 mil por ano (12% da renda bruta). Quando o filho chegar à maioridade, pode decidir se mantém o PGBL ou se opta pelo VGBL (que não paga IR enquanto o dinheiro estiver acumulado)”, explica Nascimento. Ele lembra que a aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encolhe a cada dia. O teto é de R$ 3916,20. Em consequência dos redutores legais, na prática, poucos ganham mais de R$ 2,5 mil. A dificuldade nessa lógica, porém, é convencer o brasileiro a abrir mão do prazer e, ao mesmo tempo, acreditar no futuro incerto.

Do portal Correio Braziliense
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