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Como fugir do juro mais alto | Instituto de Educação Financeira

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Como fugir do juro mais alto

Neste mês, quando começam a chegar as faturas de cartão de crédito com as compras de Natal, consumidores podem cair na tentação de pagar o valor mínimo da fatura. Mas o juro do crédito rotativo, acionado automaticamente com o parcelamento, chega a 10,69% ao mês e a 238% ao ano, enquanto a poupança rende cerca de 0,65% ao mês e pouco mais de 7% ao ano.

Mesmo quem não tem dinheiro para quitar o total da fatura pode evitar a bola de neve contratando outro tipo de financiamento, em seu próprio banco (veja quadro ao lado). A associação de consumidores Pro Teste alerta que a taxa do cartão é a maior do mercado financeiro brasileiro e uma das mais altas do mundo. Mesmo em países com juro básico superior ao brasileiro, como Argentina e Venezuela, o custo de uso do cartão é menor: fica em 50% e 29%, respectivamente.

– A média de 238% é a oficial, mas há casos em que o crédito rotativo chega a 600% ao ano, se for contratado em financeira – afirma Hessia Costilla, economista da Pro Teste.

A facilidade de utilização e a falta de informações sobre condições de pagamento e valor final da dívida tornam o crédito rotativo uma alternativa arriscada, alertam especialistas. Uma dívida de R$ 1 mil parcelada na fatura do cartão de crédito chegará a R$ 1,8 mil em um ano, calcula o economista e consultor financeiro Jackson Busato. Se a dívida for integralmente protelada para o último dos 12 meses, alcançará R$ 3,3 mil.

– É muito comum que as pessoas se percam no uso do crédito rotativo, criando dívidas impagáveis – afirma.

O caminho para evitar o superendividamento com o cartão começa pelo equilíbrio do orçamento doméstico, que preveja o pagamento integral da conta e evite sobressaltos no final do mês. Prossegue com a opção por pagamento à vista e passa por outras opções de crédito.

– Não se pode cair no vício do parcelamento. Em muitos casos, a dívida só termina de ser paga no final do ano, com o uso do 13º salário – diz Augusto Pinho de Bem, economista da Fundação de Economia e Estatística.

A aparente comodidade em pagar a fatura mínima do cartão de crédito pode preceder apuros financeiros. A empresária Anaisa Garramones Marques, 52 anos, recorreu à ajuda de uma consultoria financeira para cessar sucessivas contratações de crédito rotativo. A dívida com o serviço alcançou R$ 5 mil e chegou e prejudicar as contas pessoais e as de sua empresa, já que mesclava ambas nos mesmos cartões.

– Tive de pedir para o banco reduzir o limite do meu cartão. Agora, se preciso de dinheiro, prefiro pedir à família – afirma.

Taxa básica cai, mas sobe na ponta

Incertezas sobre o próximo ano estão provocando um movimento que exige atenção de quem paga juro. Apesar de sucessivas reduções da taxa básica, a Selic, o preço do crédito está subindo na ponta.

Mesmo discreta em alguns casos, a elevação do juro para clientes de bancos ou compradores de lojas é apontada com clareza na mais recente pesquisa realizada pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) explica que o juro do cartão é alto porque o nível de inadimplência é elevado nesse tipo de crédito (acima de 10%, ante 5,5% no crédito pessoal) e pela comodidade na contratação.

Do Portal Clic RBS
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