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Como escolher um bom cartão para a sua viagem | Instituto de Educação Financeira

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Como escolher um bom cartão para a sua viagem

Previsto inicialmente para fechar o ano entre 1,70 e 1,80 real, o dólar comercial fechou a 1,96 real nesta quinta-feira, acumulando alta de 3,50% no mês e 4,39% no ano. Para quem vai viajar para o exterior e está de olho no dólar turismo, a taxa fechou a 2,02 reais. Essa alta recente pode preocupar quem tem viagens planejadas para fora do Brasil, mas, para especialistas, é melhor não tentar adivinhar o câmbio futuro, mas se planejar para o pior.

Na hora de ir para o exterior, o viajante tem a opção de comprar papel-moeda, cheques de viagem ou cartões pré-carregados em moeda estrangeira (pré-pagos), ou então de levar um cartão de débito ou de crédito com função internacional. Hoje em dia não é mais necessário – nem seguro – andar pelo mundo com grandes somas de dinheiro vivo no bolso. Por isso, especialistas aconselham a comprar apenas a quantidade de moeda necessária para os pequenos gastos do dia a dia, distribuindo os demais pagamentos pelos demais produtos.

Diferentes conceitos

Mas qual a indicação de cada alternativa? Em primeiro lugar, o viajante precisa conhecer o conceito de cada um. Basicamente as diferenças entre eles estão no dia de fixação do câmbio – hoje, no ato da compra ou no dia de vencimento da fatura –, no tipo de cotação usada – se câmbio turismo ou uma cotação mais vantajosa – e na cobrança de IOF. Todos são seguros em caso de perda ou roubo, mas é bem verdade que o extravio de cartões de crédito ou débito podem dar mais dor de cabeça, pois a reposição não será imediata.

Os cartões pré-pagos são substitutos mais práticos e mais seguros aos cheques de viagem e fixam o câmbio do dia da aquisição. O viajante compra a moeda estrangeira, que é carregada no cartão pela cotação turismo do dia. O IOF incidente na operação é de 0,38%, e o cartão pode ser cancelado e substituído em caso de roubo ou perda.

O cartão de débito internacional, assim como o pré-pago, pode ser usado para saques e na função débito no câmbio turismo, e a cobrança de IOF também é de 0,38%. A diferença é que o câmbio é o do dia da transação – do pagamento – e a tarifa para saque pode ser mais cara, dependendo do seu relacionamento com o banco emissor do cartão. O limite para pagamentos internacionais costuma ser mais baixo que o do cartão de crédito.

Já com o cartão de crédito internacional, é o câmbio do dia de pagamento da fatura que conta, e o IOF cobrado é de 6,38%. A cotação, no entanto, pode ser mais vantajosa que a cotação turismo, dependendo do banco emissor do cartão. Além disso, cartões de crédito rendem milhas e contam com seguro-viagem, obrigatório em certos países.

Ao fixar o câmbio de hoje, o viajante se protege das oscilações futuras da moeda; em contrapartida, ao correr mais risco pagando o câmbio do futuro, existe a chance de pegar uma cotação melhor, se a moeda estrangeira desvalorizar. Para o especialista em finanças pessoais André Massaro, da consultoria MoneyFit, o ideal é que os gastos planejados, aqueles que certamente irão ocorrer, devem ser garantidos pelo câmbio de hoje, com a compra antecipada de moeda.

“O melhor é comprar o máximo de moeda o quanto antes, preferencialmente por meio do cartão pré-pago, pela questão da segurança”, diz Massaro. Na opinião dele, os cartões de débito e de crédito devem ser usados apenas para emergência ou para pagamentos imprevistos, que fujam ao orçamento inicialmente fixado. “Vai que você encontra o sapato dos seus sonhos. Aí você usa o cartão de crédito. Não compre moeda a mais para os gastos imprevistos para não voltar com moeda que você pode não usar de novo tão cedo”, explica.

Essa é a mesma opinião de Sidnei Moura Nehme, diretor executivo da NGO Corretora, especializada em operações de câmbio no mercado financeiro. Perguntado sobre o que faria se estivesse planejando uma viagem ao exterior hoje, Nehme diz que preferiria um cartão pré-pago, para já garantir o câmbio de agora e contar com a segurança contra perda e roubo. “Até porque, eu acredito que o câmbio vai subir mais ainda. As expectativas em relação à crise mudaram: a crise é maior do que se imaginava. E isso deve se reverter em fluxos menores de moeda estrangeira para o Brasil”, observa o economista.

Se você vai viajar para um país onde o dólar, a libra ou o euro não sejam a moeda corrente, e cuja moeda ainda não esteja disponível em cartão pré-pago, André Massaro aconselha a levar um cartão pré-carregado em dólar e sacar no local, fazendo a conversão na hora, mediante o pagamento de tarifa. É uma maneira de se proteger contra uma moeda fraca. “Assim é mais seguro, para você não correr o risco de voltar com um ‘mico’ na mão. É preferível viajar com uma moeda forte”, diz Massaro, usando o jargão do mercado que se refere às aplicações de pouca liquidez e alta volatilidade.

Dependendo do país de destino, também é possível fazer saques e pagamentos com seu cartão de débito e de crédito, sem necessidade de fazer duas conversões e pagar um percentual em cima do valor convertido, o que pode sair mais barato mesmo com tarifas de saque mais altas. Em alguns países da América Latina, o dólar e o real são aceitos diretamente, como na Argentina.

Os prós e os contras de cada cartão

Cartões pré-pagos

Existem hoje três modalidades de cartões pré-pagos: o Visa Travel Money (VTM) (aceito na rede Plus), o MasterCard Cash Passport (aceito na rede Cirrus/Maestro) e o American Express GlobalTravel Card (aceito na rede Amex). Todos permitem saques e pagamentos na função débito no exterior. Dependendo do banco emissor, pode ser possível recarregar pela internet ou por telefone e até fazer compras pela internet. Todos os cartões podem ser carregados em dólar, libra ou euro. O VTM, adicionalmente, pode ser carregado em rand, peso argentino, peso chileno, peso boliviano, dólares australiano, canadense e neozelandês, francos suíços e ienes.

Onde adquirir:

VTM – Banco Rendimento, Banco Schahin, Banco do Brasil, Banco Confidence (permite compras pela Internet), Banco Cruzeiro do Sul (oferece versão multimoedas, com até 11 moedas), Bradesco e casas de câmbio afiliadas dos bancos.
MasterCard Cash Passport – casas de câmbio Travelex e Banrisul (é uma modalidade específica, o MasterCard Travel Card).
Amex GlobalTravel Card – Bradesco (compra online pela internet), HSBC (recargas por telefone), Itaú (recargas pela internet) e Safra (recargas por telefone ou internet).

Tarifas:
Emissão e recarga – pode ou não existir, dependendo do emissor. Prefira um emissor que não cobre essa tarifa, pois ela pode ser bastante alta.
Pagamentos na função débito – não há.
Saques – 2,50 na moeda em que o cartão foi carregado, para todas as bandeiras. A exceção é o cartão carregado em libra da Amex, em que a cobrança é de 1,75 libra. Além dessas tarifas fixas, pode haver cobrança de tarifa do caixa eletrônico em que é feito o saque.
Inatividade por mais de seis meses – apenas para o MasterCard Cash Passport, de 2,50 dólares ou euros ou 1,70 libra.
Saque em moeda diferente do cartão – para o VTM, depende do emissor; no caso do MasterCard Cash Passport, acréscimo de 5,5% na cotação fornecida pela MasterCard no dia da transação; para o Amex GlobalTravel Card, o acréscimo é de 3% do valor convertido.

Limites:
VTM – o saldo máximo e o limite para saques varia de acordo com o emissor, mas esses valores são semelhantes aos limites dos cartões das outras bandeiras. No banco Rendimento, por exemplo, o saldo máximo é de 20.000 dólares ou euros.
MasterCard Cash Passport – 12.000 libras, 17.000 euros ou 20.000 dólares (saldo máximo); 600 libras, 800 euros e 1000 dólares (saques, mas podem variar de acordo com o ATM).
Amex GlobalTravel Card – 12.000 libras, 17.000 euros ou 20.000 dólares (saldo máximo); 600 libras, 800 euros e 1000 dólares (saques, mas podem variar de acordo com o ATM).

Prós: Permitem ao viajante fixar o câmbio de hoje, ideal para quem acha que a moeda estrangeira pode se valorizar e para se proteger de altas futuras. O IOF cobrado é o menor possível, de 0,38%. Praticidade para carregar e segurança, que permite cancelamento e rápida reposição em caso de perda ou roubo. Embora seja tarifado, o saque em moeda estrangeira lá fora é mais barato que o saque com cartões de débito e crédito. Permite ao viajante sacar em moeda diferente daquela carregada no cartão, ideal para quem vai viajar para um país de moeda fraca ou difícil de comercializar. Um cartão multimoedas permite viajar para vários países de moedas diferentes com um mesmo cartão.

Contras: a moeda é adquirida pela cotação turismo, que costuma figurar entre as mais caras. Se a moeda desvalorizar ao longo do tempo, o viajante terá perdido a oportunidade de aproveitar um câmbio mais em conta. As recargas posteriores só podem ser feitas na mesma corretora de câmbio.

Cuidados: Prefira emissores que não cobrem tarifas de carga ou recarga e pesquise os custos das tarifas em diferentes emissores, pois pode haver variação de um para o outro. Evite fazer saques com muita frequência no exterior, pois essa operação é tarifada. Se você não é um viajante frequente, evite os cartões com taxa de inatividade, a menos que o cartão seja devolvido à corretora finda a viagem.

Cartões de débito

Os cartões de débito internacionais funcionam no exterior da mesma forma que aqui. Nem todos os bancos oferecem essa modalidade, e mesmo que ofereçam, pode ser só para alguns tipos de clientes. É apurado o câmbio do dia do saque ou do pagamento. Os cartões Visa funcionam na rede Plus, os MasterCard na rede Cirrus/Maestro, e os American Express na rede Amex.

Emissores: entre os grandes bancos, oferecem cartão de débito internacional o Banco do Brasil, o Bradesco, o HSBC (para todos os clientes), o Santander (para todos os clientes) e o Itaú. A Caixa não oferece a modalidade.

Tarifa para saque: 7,90 reais (Bradesco); 9 reais (Itaú); 11 reais (HSBC); 12 reais (BB); 13,50 reais (Santander). Pode haver outras taxas dependendo do caixa eletrônico utilizado. De acordo com a MasterCard, os cartões de débito emitidos por ela não cobram tarifa de saque.

Prós: A cotação sendo a do dia da transação, se tiver havido desvalorização da moeda ao longo do tempo, o viajante contará com um câmbio mais vantajoso que aquele anterior à viagem. O IOF é de 0,38%, o menor possível. Dependendo do tipo de conta corrente do cliente, pode não haver cobrança de tarifa para saque. Alguns bancos oferecem cotações mais vantajosas para o cliente do que o câmbio turismo do dia.

Contras: é normalmente usada a cotação turismo, que costuma ser uma das mais elevadas praticadas no mercado. A tarifa para saque, quando cobrada, é bastante alta em comparação aos pré-pagos. Se houver valorização da moeda estrangeira com o tempo, o viajante pagará mais caro do que poderia ter pago antes de deixar o Brasil. O cartão pode não funcionar em alguns caixas eletrônicos, e o limite para pagamentos e saques pode ser baixo. Em caso de perda ou roubo, o transtorno pode ser bem maior, por se tratar do seu cartão costumeiro de banco. A reposição costuma ser demorada, e você não vai vê-lo de novo durante a viagem.

Cuidados: evite efetuar saques com o cartão de débito, a menos que você seja isento de tarifa. Informe-se junto ao seu banco sobre o tipo de cotação utilizada, se é a cotação turismo, ou se para você a instituição oferece um preço mais em conta. Não conte apenas com esse cartão durante a viagem, e cuidado ao transportá-lo para evitar extravio. Sempre avise ao seu banco sobre a sua viagem, para que o cartão não seja bloqueado quando você tentar usá-lo fora do Brasil.

Cartões de crédito

Pagamentos feitos no cartão de crédito internacional estão sujeitos ao câmbio do dia do pagamento da fatura. É possível fazer saques em moeda estrangeira também, mas estes são invariavelmente tarifados.

Tarifas para saque nos maiores bancos: 7,90 reais (Bradesco); 8 reais (HSBC); 12 reais (Caixa); 12 reais (BB); 15 reais (Santander); 20 reais (Itaú).

Prós: cartões de crédito internacionais costumam ter limites mais altos que os cartões de débito e permitem compras pela internet. São melhores para compras de valores altos e imprevistos. Se houver queda na cotação da moeda estrangeira ao longo do tempo, o viajante pagará menos na hora de quitar a fatura do que teria pago antes da viagem. Esses cartões também dispõem, geralmente, de seguro-viagem – muito vantajoso mesmo quando não é obrigatório –, assistências internacionais e permitem o acúmulo de milhas. O câmbio oferecido pelo seu banco pode sair mais em conta do que o câmbio turismo.

Contras: Há a cobrança de 6,38% de IOF no ato do pagamento. Embora essa cobrança seja apontada como o grande vilão do cartão de crédito, se a cotação para o cartão de crédito for mais barata do que nas demais modalidades de cartão, o efeito do IOF pode ser até anulado. As tarifas para saque também são elevadas. Se a moeda estrangeira se valorizar, o viajante receberá uma facada no bolso na hora de pagar a fatura. Em caso de perda ou roubo, a reposição pode ser demorada.

Cuidados: Evite efetuar saques e prefira o cartão de crédito apenas se a cotação oferecida pelo seu banco sair mais em conta do que o câmbio turismo do dia (se a alternativa for o débito) ou do que o câmbio turismo da data de aquisição do pré-pago. Avise ao seu banco antes de viajar para evitar bloqueios, e cuidado ao transportar seu cartão, pois o extravio pode trazer boas dores de cabeça.

Do Portal EXAME
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2 comentários to “Como escolher um bom cartão para a sua viagem”

  1. Ótimo. Muito fácil de entender. Parabéns pela explicação.

  2. Muito legal a matéria, mas pela experiência que tenho, o Santander cobra a conversão próxima do dolar comercial para débito e dolar turismo para crédito. O itau é ao contrário, cobra dolar proximo ao turismo para débito e comercial para o crédito. Os outros bancos eu não sei.

    PS: Tenho o Santander Free bandeira Visa (múltiplo).

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