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Como cuidar das finanças morando fora do país | Instituto de Educação Financeira

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Como cuidar das finanças morando fora do país

Mudar de país demanda cuidados extras com as finanças

Milhões de brasileiros vivem fora do país. De acordo com o Censo Demográfico 2010, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira, eles estão espalhados por 193 países. Seja de maneira definitiva, ou mesmo por um período longo, quem sai do Brasil frequentemente deixa aqui parte de seu patrimônio, investimentos e outras obrigações financeiras. O que fazer com aquela conta corrente que não pode ser fechada? E quais as regras para declarar imposto de renda? EXAME.com selecionou cinco dicas para ajudar a cuidar das finanças que ficam quando você vai. Confira:

Imóveis

Quem tem uma casa ou um apartamento no Brasil deve colocar uma série de critérios na balança antes de decidir se vende ou não seu imóvel para depois viajar. Por um lado, o valor de um aluguel mensal pode ajudar nos gastos fixos em outro país. Por outro, a “injeção” de capital que vem da venda de um imóvel também pode colaborar muito.

“Se o objetivo for passar um período mais curto no exterior, é preciso pesar os custos de venda, como a corretagem, e a liquidez, já que um imóvel não é vendido no momento em que é posto no mercado”, afirma o autor de livros de finanças pessoais Beto Veiga. Segundo ele, um período de até três anos fora do país pode não compensar a venda e exige essa atenção especial. Desfazer-se do imóvel é uma opção que deve ser analisada mais de perto para quem vai passar períodos mais longos ou morar definitivamente fora do país.
Caso o aluguel seja a opção mais factível, Veiga dá outra dica. “O ideal é alugar já mobiliado para não precisar gastar com o armazenamento dos móveis em outro lugar”, diz.

Conta no banco

Há muitas opções de saques e transferências internacionais, o que permite que uma conta corrente nacional fique aberta com o titular a quilômetros de distância. Para quem ainda vai gerar recursos aqui, como a entrada do valor de um aluguel, por exemplo, é importante manter o registro em bancos brasileiros. Mas uma série de operações mais complicadas e a resolução de problemas demandam a presença do titular na agência. “Alguns bancos já oferecem contas eletrônicas, que são 100% operadas pela internet”, lembra Beto Veiga. Entre eles, está o Itaú.

Em geral, elas não cobram tarifas mensais e a cobrança é feita a cada transação online. Como o custo de manutenção é baixo e o sistema é todo online, quem vai passar muitos anos fora deveria estudar essa opção.

Investimentos

Quem tem aplicações no Brasil deve considerar a ideia de continuar com recursos investidos no país. “As taxas de juros no Brasil são muito apetitosas. Em geral, mais do que em outros países. Por isso, algumas aplicações em renda fixa fazem valer a pena manter investimentos aqui”, afirma Veiga. Ele sugere aplicações no Tesouro Direto e CDBs, mas lembra para o risco cambial, que pode fazer o rendimento valer menos em outro país. Outra dica é checar as possibilidades de investimentos no lugar de destino. “É uma opção interessante para diversificar”, diz.

Previdência

Quem contribui para planos de previdência empresariais e tira licença para passar um período no exterior deve checar a possibilidade de continuar contribuindo com o plano em aportes mínimos. “É uma boa maneira de não cortar o vínculo com a instituição”, diz Beto Veiga.
No caso de planos de previdência VGBL ou PGBL, Veiga sugere uma análise mais detalhada para decidir se vale a pena ou não continuar contribuindo. O especialista também sugere checar a possibilidade de bloquear o pagamento por um tempo, uma opção que pode ser oferecida dentro de alguns planos.

Imposto de renda

Para quem vai passar um período longo no exterior, é possível dirigir para a Receita Federal um comunicado explicando a situação. Com esse documento, o brasileiro será declarado como “não residente” e fica livre dos tributos no país. “Com essa declaração, o contribuinte presta contas no país de destino”, afirma Roberto Justo, advogado do escritório Choaib, Paiva e Justo.
Com o documento, quem tem investimentos no Brasil não precisa se desfazer das aplicações, mas passa a ser tributado de acordo com as regras do país em que viverá. Quem passa um período mais curto e tem alguma entrada de recurso vinda de outro país, deve pagar no Brasil os impostos.

Do Portal EXAME
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