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Como criar (e manter) um novo hábito | Instituto de Educação Financeira

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Como criar (e manter) um novo hábito

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Hábitos são ações que repetimos com frequência, de forma consciente ou não. Bons ou ruins, são comportamentos aprendidos, desenvolvidos. Não vivemos sem hábitos.

Para os pesquisadores, eles são o mecanismo de produtividade do nosso cérebro. É o nosso comandante geral quem converte ações conscientes, quando repetidas com frequência, em hábitos inconscientes. Ele o faz para liberar futuros recursos e mais força de vontade para outras tarefas e ações.

Esse curioso mecanismo é alvo de investigação de cientistas em todo o mundo que tiveram seus estudos compilados recentemente pelo jornalista do The New York Times Charles Duhigg, no livro “O Poder do Hábito”. Depois de estudar centenas de artigos acadêmicos sobre o tema e de entrevistar cientistas e executivos, a conclusão de Duhigg é bastante positiva para todos nós que queremos interromper costumes ruins e ganhar novos hábitos: todo mundo pode exercitar o músculo da força de vontade.

Duhigg reportou também uma pesquisa de cientistas australianos que perceberam impactos generalizados nas vidas de pessoas que reorganizaram apenas um simples hábito. Por exemplo, quem começou a praticar exercícios físicos obteve melhora consequente na alimentação e na concentração para os estudos; quem reorganizou as finanças passou a ser mais produtivo no trabalho e assim por diante. Ou seja: novos hábitos nos tornam melhores em vários aspectos.

Criar hábitos bons e quebrar maus comportamentos é simples, mas não é fácil. Uma vez que os hábitos positivos são enraizados no inconsciente, eles se tornam automáticos. Da mesma forma que ocorre com os comportamentos que queremos interromper.

Para criar um hábito, é preciso primeiro se envolver na nova atividade. O cérebro, por sua vez, trabalha intensamente para processar todas as novas informações. Ele procura padrões e tenta entender a nova ação. Assim que entende como funciona a tarefa, o comportamento começa a se tornar automático e a atividade mental necessária para realizá-la diminui.

Pense em como foi desgastante para seu cérebro quando você o usou pela primeira vez na intenção de aprender a dirigir. Pense em como você dirige agora. Provavelmente, como a maioria das pessoas: no piloto automático. E como se cria, afinal, um novo hábito?

O primeiro passo é responder quatro perguntas:

  1. O que estou tentando realizar ao criar este novo hábito?
  2. Eu preciso deste hábito para realizar meus objetivos?
  3. Existem exemplos de pessoas que já fizeram o que eu estou tentando?
  4. De que forma minha vida vai melhorar depois que eu assumir esse comportamento?

Estas questões irão ajudá-lo a esclarecer o que exatamente você está se esforçando para aprender. Elas também o ajudarão a visualizar o quão benéfico esse hábito será para a sua vida (o que acaba gerando mais motivação para implementá-lo).

Priorize os mais importantes, escolha um e vá aos poucos

Pela regra geral, o cérebro leva cerca de 30 dias para incorporar um novo hábito. Uma vez que ele se tornar automático, você passa para o próximo. Pode parecer um longo e penoso processo, mas ele é recompensado pelos benefícios que você vai obter a partir de cada novo hábito positivo que criar. Neste ritmo, é possível construir doze novos hábitos por ano! Considerando que a média das pessoas não constrói sequer um novo hábito positivo ao longo de toda a vida, doze por ano é mesmo fantástico.

Claro que alguns hábitos são mais custosos em termos de esforços que precisam ser despendidos para chegar lá. Mas é possível ir aos poucos. Por exemplo, digamos que você queira adotar o hábito de anotar todos os seus gastos e receitas, para adquirir controle das finanças e fazer melhores escolhas. Você pode, por exemplo, tentar atingir 80% de exatidão no primeiro mês. Ao conferir o extrato e as anotações, se 20% dos gastos não tiverem sido categorizados, tudo bem – desde que no segundo mês você aumente a meta para 85% e seja ainda mais criterioso. No terceiro mês, seu objetivo pode ser 90%. Nesse ritmo é bem provável que ao fechar o trimestre você já tenha conseguido adquirir o novo hábito e as finanças estejam mais organizadas.

Quer ver outro exemplo? Digamos que você queira acordar às seis da manhã, para pedalar ao ar livre. Se hoje você acorda às 8h, colocar o despertador diretamente para as 6h pode tornar a chance de desistência bem maior. Mas você pode começar a acordar às 7:30h na primeira semana, indo dormir igualmente 30 minutos antes. Na segunda semana você pode adiantar a ida para a cama em mais meia hora e despertar às 7h. Já na terceira, você acorda às 6:30h, tendo ido dormir 1:30h antes, em relação ao hábito anterior, e assim por diante, até atingir a meta de acordar 2h mais cedo – sempre dormindo a mesma quantidade de horas que você já estava habituado.

Nosso corpo interpreta mudanças bruscas como ameaças e tende a forçar a retomada do hábito anterior. Já as mudanças graduais têm chances bem maiores de sucesso. Em vez de sair totalmente da zona de conforto, faça isso progressivamente. Todos os dias você deve ir um pouco além, até chegar aonde pretendia.

Se doer no bolso ou na reputação, melhor

Um método que costuma funcionar para aqueles mais apegados às finanças é o do “prêmio financeiro”. Escolha um amigo (também pode ser parente, o marido ou a esposa) que ficará responsável por fiscalizar a realização do novo hábito. Entregue a essa pessoa uma quantia que tenha algum significado para você, que você tenha separado para comprar algum item legal. Sempre que você escapar e perder a disciplina, essa pessoa fica com parte do seu dinheiro.

Digamos que você queira começar a tomar café da manhã todos os dias. Você daria, por exemplo, R$ 100 ao marido, à esposa ou a quem tiver combinado de ficar como “responsável”. Caso você pule essa importante refeição algum dia, essa pessoa tem direito de ficar com R$ 20. Mas se você seguir direitinho os 30 dias e adotar o novo hábito, poderá usar todo o dinheiro para seu “prêmio”, que pode ser uma saída, uma entrada de show ou jantar em um lugar bacana.

Outro método interessante para quem adora usar a internet e as redes sociais: você pode se comprometer com seus amigos, contando sobre o novo hábito e publicando comentários sobre quão disciplinado você está com o compromisso que assumiu consigo mesmo. Digamos que esse hábito seja ingerir mais alimentos naturais e menos industrializados. Você pode compartilhar os planos com seus amigos no Facebook, postar links de notícias sobre o tema no Twitter, publicar fotos dos seus lanches naturais no Instagram e depoimentos sobre a adaptação ao novo hábito no Tumblr. Você vai descobrir duas coisas muito legais:

1º) Você será muito mais rigoroso consigo mesmo na execução do novo hábito, já que terá que manter sua reputação nessas redes;

2º) Hábitos contagiam! E se forem bons, tanto melhor. Em pouco tempo você terá amigos, amigos de amigos e gente que você nem conhecia compartilhando experiências e dando dicas que poderão ajudá-lo. Aproveite para “contaminar” seus parentes, filhos e colegas de trabalho na vida offline… E juntos vocês terão ainda mais força para transformar o novo comportamento em hábito.

Quase lá

Assim que você conseguir manter um novo hábito ao longo de um mês inteiro, estará muito perto do objetivo. Agora falta apenas acreditar. As pessoas que reincidem depois dos 30 dias, em geral, são aquelas que não acreditam que mudanças sejam possíveis. Ou seja, atitude é tudo para quem quer adotar novos hábitos, interromper comportamentos negativos e passar a viver melhor.

Você quer saber mais sobre a força dos novos hábitos para o sucesso financeiro? Acompanhe a minha palestra dia 13/09 às 14:20h na ExpoMoney São Paulo!

Jurandir Sell Macedo é consultor de Finanças Pessoais do Itaú Unibanco, professor da UFSC e fundador do IEF.

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1 comentário to “Como criar (e manter) um novo hábito”

  1. Professor Jurandir como sempre genial. Melhor cadeira que fiz na faculdade: Finanças Pessoais, mudou meu modo de ver a vida e as finanças, obrigado professor!

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