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Classe C está longe da bolsa, diz especialista | Instituto de Educação Financeira

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Classe C está longe da bolsa, diz especialista


do Portal Info Money

O aumento do poder aquisitivo da população e os baixos níveis de desemprego têm provocado uma redução da desigualdade social e um aumento considerável da classe C, que tem cada vez mais “captado” ex-integrantes das classes D e E que conseguiram melhorar de vida.

O aumento da renda associa-se imediatamente ao aumento do consumo. Mas, além de consumirem mais, será que os brasileiros da classe C também estão investindo melhor?

De acordo com o professor da BBS (Brazilian Business School), Ricardo Torres, a classe C ainda tem uma grande tendência a colocar todo o dinheiro que sobra na caderneta de poupança e continua bem longe da Bolsa de Valores.

“Apesar da maioria ainda preferir a poupança, eles estão começando a ficar mais atentos para outros tipos de investimentos, como o CDB e até mesmo os títulos do Tesouro Direto. Já a Bolsa da Valores ainda está bem distante”, afirma Torres.

Segundo o professor, a educação financeira é o melhor caminho para que as pessoas entendam a importância de investir e saibam quais são os tipos de investimentos mais adequados para cada circunstância. “As pessoas estão procurando se informar mais e identificar as características de investimentos que mais se adequam às suas expectativas”, acredita.

Bolsa de Valores

Apostando em um forte aumento no número de investidores pessoa física nos próximos anos, a BM&FBovespa têm investido em programas de marketing e educação financeira para atrair este público para o mercado acionário. Na mesma linha, as corretoras estão de olho no potencial para investimentos da classe C.

De acordo com o chefe da divisão de corretagem da Mirae Asset, Pablo Spyer, o crescimento do número de computadores e do acesso à internet no Brasil vai estar diretamente ligado ao maior número de pessoas investindo na Bolsa de Valores.

“Temos como exemplo a Coreia do Sul. Lá, quando o número de computadores atingiu praticamente toda a população, a quantidade de investidores também aumentou muito. As pessoas passam a ter mais acesso à informação, conseguem pesquisar mais facilmente e também podem fazer suas transações por meio do home broker”, afirma o profissional.

Para atingir este público, a corretora reduziu as taxas cobradas e vai promover seminários gratuitos para ensinar os primeiros passos para quem quer investir na Bolsa. “Estamos apostando neste mercado. Um estudo recente aponta que existem 14 milhões de potenciais investidores da classe C, e nós concordamos plenamente”, afirma Spyer.

Cultura de investir em renda variável

De acordo com o executivo, no Brasil, ainda não existe uma cultura de investimento em renda variável, como acontece nos Estados Unidos e em países europeus.

“Os programas de massificação da bolsa têm ajudado a classe C a ter um pouco mais de conhecimento sobre o mercado de ações. Entretanto, este é um processo demorado, as pessoas desta faixa social ainda não tem com quem conversar sobre o assunto, então a disseminação deste tipo de investimento é menor. A melhor propaganda é boca a boca, que ainda não acontece na classe C”, acredita Spyer.

O professor da BBS concorda e acredita que a Bolsa de Valores ainda está muito distante dos brasileiros desta classe social. “As pessoas de menor poder aquisitivo associam a bolsa a um cassino, elas ainda não veem este tipo de investimento como uma maneira de poupar e obter rendimentos de longo prazo”, acredita Torres.

Para ele, ainda existe um longo caminho a ser traçado. “Ainda deve demorar para a classe C entrar na bolsa. A inciativa das corretoras e da própria Bovespa de aproximar este público do investimento em ações, por meio de cursos e estratégias de marketing, é muito boa. O problema é cultural e histórico, por isso pode demorar um pouco para que isso mude”, acredita

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