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Cheque pré-datado é apontado como vilão da restrição do crédito | Instituto de Educação Financeira

Finanças Pessoais

Cheque pré-datado é apontado como vilão da restrição do crédito

Por Letícia Teston

O uso de cheques pré-datados aumentou quase dois pontos percentuais nos primeiros três meses deste ano, em relação ao último trimestre de 2010.  Os dados foram divulgados por empresas especializadas em concessão de crédito ao varejo. O aumento corresponde a um acréscimo de R$ 13,25 bilhões que entram no mercado fora das estatísticas do Banco Central.

E esse número deve aumentar com a decisão do governo de dobrar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a partir desta segunda-feira. Segundo previsões, o uso do pré-datado vai aumentar para tentar contornar a medida restritiva de crédito.

Apenas restringir não é suficiente

O mecanismo encontrado pelos consumidores e pelo mercado para driblar as restrições de crédito do governo Dilma, mostram que não basta apenas controlar o consumo sem que haja consciência por parte da população a respeito de como usar o dinheiro de acordo com a renda de cada um.

Se antes o consumo era estimulado de forma deliberada, agora se criam mecanismos para diminuir o endividamento. Mas sem educação financeira, esses mecanismos de controle são burlados de outras formas.

“Os bancos costumam fornecer crédito equivalente a, no máximo, cinco vezes o orçamento da pessoa. Com o cheque pré-datado o risco passa a ser da loja e do consumidor”, explica o professor de Finanças Pessoais, Juradir Sell Macedo. Ainda segundo Macedo, quando cerca 35% da renda é comprometida com o pagamento de dívidas, dificilmente a pessoa consegue arcar com essa despesa. Para os bancos não é interessante que seus clientes fiquem endividados além deste limite.

Como funciona o pré-datado

O cheque pré-datado, muito utilizado em um passado recente, é uma operação que permite que um comprador pague de forma parcelada por um bem adquirido. É como se o consumidor parcelasse a compra no cartão de crédito e, no entanto, utilizasse o cheque como forma de parcelamento.

Esse mecanismo de compra foi apontado como uma arma contra as restrições do crédito. Talvez a melhor defesa seja educar os brasileiros financeiramente para que o dinheiro seja usado de forma equilibrada e acordo com o orçamento disponível.

 

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