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Cautela deve pautar migração para ativos mais arriscados | Instituto de Educação Financeira

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Cautela deve pautar migração para ativos mais arriscados

Em um ambiente de juros cada vez menores, para fugir da baixa rentabilidade o investidor vai precisar abrir os horizontes de aplicação e ir além da opção tradicional pelos fundos conservadores. Isso significa incluir na carteira ativos de mais risco, mas com maior probabilidade de proporcionar um ganho mais elevado.

Hoje em dia, os planos de previdência podem ter até 49% de sua carteira atrelada à renda variável. Em uma simulação feita pela Beta Independent, o investidor que optar por um fundo mais arrojado poderá conseguir um retorno real de até 6% ao ano, algo que, não muito tempo atrás, era facilmente obtido em aplicações conservadoras.

Olhando assim, até parece simples garantir uma boa aposentadoria. Basta aumentar o risco, certo? Na prática, o mundo dos investimentos não funciona dessa forma. “Ninguém pode simplesmente chegar a um investidor acostumado com aplicações de baixo risco e dizer para ele colocar seu dinheiro em alternativas mais arriscadas”, afirma Renato Russo, vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica. Afinal, ver um desempenho negativo em um mês é um choque para uma pessoa que está acostumada a acompanhar seu dinheirinho rendendo pouco, mas sempre aumentando de um mês para o outro.

“A mudança de perfil precisa ser muito bem pensada. É preciso ter parcimônia”, afirma Rodrigo Menon, sócio da Beta Independent. O investidor precisa reconhecer e respeitar a sua intolerância às perdas. Do contrário, pode se assustar ao perder parte dos seus recursos e sair liquidando a operação sem esperar a recuperação do capital. Normalmente, depois de um trauma, a pessoa não consegue reagir com tranquilidade. “Por isso, muitas vezes digo que é melhor ter uma renda menor no futuro do que uma renda ainda menor porque a pessoa não soube administrar as perdas e o risco”, diz.

Na tabela acima, Menon mostra uma proposta de quanto o investidor deveria alocar em renda variável de acordo com o seu perfil e com a sua idade. Quanto mais jovem, maior a parcela do dinheiro que pode ser direcionada para os investimentos arriscados. Afinal, mesmo que alguma aplicação sofra certa perda, ele terá tempo de recuperar as quantias perdidas. Ao passo que quanto mais próximo da idade da aposentadoria ou do momento em que se vai precisar do dinheiro, menor deve ser a parcela destinada para as aplicações de alto risco. Com menos tempo até o resgate, o risco também deve ser menor.

Em razão disso, o investimento em ações ou em fundos de ações faz sentido quando a poupança visa à aposentadoria. “Vale a pena comprar os papéis ao longo da vida para ir, aos poucos, vendendo ou aproveitando os dividendos durante a aposentadoria. É essa a estratégia utilizada pelos maiores fundos de pensão do mundo”, afirma Jurandir Sell Macedo, consultor financeiro do Instituto de Educação Financeira e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele fez um estudo em que comparava o resultado e o risco de investimentos na Bovespa. Nos exercícios que fez, observou que o melhor desempenho estava na simulação em que as compras de ações foram feitas mensalmente ao longo de 16 anos e liquidadas durante oito anos. Em um artigo, Macedo afirma: “Quem investe em ações para a aposentadoria deveria aceitar os períodos de baixa nas cotações como uma oportunidade de comprar mais ações com menos dinheiro”.

Para Menon, o ideal é que a mudança do perfil de investimento ocorra aos poucos. Quem antigamente investia apenas em renda fixa deve começar a diversificar sua carteira optando por plano de previdência com parcelas maiores de renda variável. Também pode ir se acostumando com a volatilidade do mercado aplicando em fundos multimercados e, mais adiante, em fundos de ações. Quem estreia na bolsa sem ter se preparado para as perdas tende a sair assustado – e assustando quem, como ele, não entende qual a melhor hora de sair.

Do portal Valor Econômico
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