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Brasileiro desiste de carro e imóvel para gastar com alimentação e bebidas | Instituto de Educação Financeira

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Brasileiro desiste de carro e imóvel para gastar com alimentação e bebidas

Pesquisa PROVAR/FICA prevê dia das mães e dos namorados fracos para o varejo

A intenção do brasileiro de comprar bens duráveis, como eletrodoméstico, imóvel, celular ou automóvel, no segundo trimestre deste ano é de 58%. A projeção foi anunciada nesta quarta-feira (11/04) pelo Programa de Administração do Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Pesquisa (FIA). O índice foi de 60,6% no primeiro trimestre e é o mais baixo desde 2008, na série histórica, quando atingiu 56,6%. Em comparação com o segundo trimestre de 2011, a redução é ainda mais acentuada (73,8%).

A queda é uma péssima notícia para o varejo, já que indica uma desaceleração nas vendas para o Dia das Mães e dos Namorados, duas fortes datas para o setor. Caso a tendência de menor compra de bens duráveis se confirme, o mais provável é que o brasileiro passe a gastar mais com alimentação e bebidas. “O bolso é um só”, diz Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Provar.

Na opinião do professor, desoneração fiscal, queda no IPI ou aumento de crédito –medidas que vinham sendo tomadas recentemente pelo Governo Federal – não serão mais suficientes para manter o consumo interno aquecido, principal responsável pelo crescimento do país.

Isso porque o poder de compra do brasileiro tem sido achatado pela inflação, prevista pelo mercado para fechar 2012 em 5,06%, e pelo endividamento. De acordo com a pesquisa Provar/FIA, o mês de maio deverá apresentar o maior índice de endividamento já registrado desde o final de 2009, atingindo um patamar de 8,1%.

Houve um aumento na projeção dos gastos familiares para o segundo trimestre de 2012, em relação ao mesmo período do ano anterior. Pesaram no bolso do brasileiro, no período, crediário, alimentação, saúde e cuidados pessoais, e educação. Gastos com Educação (média de R$ 514), Alimentação (R$ 481) e Crediário (R$ 415) são os que mais comprometem a renda do consumidor, com percentuais de 21,8%, 20,4% e 17,6%, respectivamente.

Com base em um salário médio de R$ 2.354, restam apenas 11,4% do orçamento para novas despesas, R$ 269. “Há de se ter mudanças estruturais mais amplas.” Angelo compara o comprometimento da renda nos Estados Unidos, onde o consumidor chega a ter 60% do salário comprometido, mas conta com crédito a juros mais baratos. “Se o brasileiro não parcela, ele não compra. É uma capacidade muito baixa de poupança.”

Para o professor, esse endividamento fará as pessoas migrarem da compra de bens duráveis para os bens de consumo. O movimento terá como reflexo um baixo aquecimento do mercado interno e um PIB de 3% a 3,5%, bem abaixo da meta reafirmada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de 4%.

Vendas

As categorias com maior intenção de compras no segundo trimestre são: “Vestuário e Calçados” (21,2%), “Informática” (11,2%) e “Linha Branca” (10,2%). A pesquisa investiga também a intenção de compra dos internautas. O índice calculado com base em uma amostra de 5.103 pessoas revelou um comportamento ainda estável em relação ao primeiro trimestre de 2012 (86,4%) e o segundo trimestre (85,8%), resultando em uma queda de 0,6 p.p. Segundo o e-bit, parceiro responsável pela divisão do estudo, vale lembrar que a renda do consumidor na internet ainda é mais alta que a do varejo físico.

A previsão das vendas totais de varejo para o período de junho de 2011 a junho de 2012 é de 2,9%, 4,1 p.p. abaixo do crescimento obtido no período de junho de 2010 a junho de 2011, em que foi registrado um crescimento de 7% nas vendas.

Do Portal Época Negócios 
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