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Bolsa, entrar de cabeça ou fugir correndo? | Instituto de Educação Financeira

Artigos, Finanças Pessoais

Bolsa, entrar de cabeça ou fugir correndo?

Por Jurandir Macedo

É hora de sair ou hora de entrar na bolsa? As ações estão caras ou baratas? Qual é o “piso” para o Ibovespa? Nos últimos dias temos sido inundados por perguntas como estas. Neste artigo vamos refletir sobre elas e, quem sabe, dar algumas respostas.

Para começar, o Ibovespa não tem “piso”. Em compensação, felizmente não tem “teto”. Se não tem piso nem teto, é hora de entrar ou sair da bolsa? Isso depende da segunda questão: será que as ações estão caras ou baratas? Se estiverem caras, é hora de sair. Se estiverem baratas, e se você tiver dinheiro, é hora de comprar.

Mas se estiverem baratas e você não tiver dinheiro – ou se todo seu dinheiro já estiver investido em ações baratas – só resta ficar olhando com a sensação de estar perdendo o melhor da festa. Ou, se tiver alma de jogador, quem sabe você possa entrar para o mercado de opções. Mas, nesse caso, é bom saber muito bem o que está fazendo, porque você pode sair muito machucado desse jogo.

Então, as ações estão caras ou baratas? Vamos primeiro definir o que é caro e o que é barato. Se barato é aquilo que é vendido abaixo do seu valor e caro é aquilo vendido acima dele, para saber se uma ação está cara ou barata é preciso antes saber qual o valor correto dela.

E o que é valor para você? Depende do seu objetivo. Se você compra uma ação com objetivo de ter lucro com a venda, então seu valor é o preço de compra menos a expectativa do preço de venda em dado período. Será caro se o seu custo de oportunidade para o capital durante este tempo for maior que o lucro que você vai ter com a venda da ação. E atenção: é fundamental saber a elasticidade do seu tempo (t). Ou seja, quanto tempo você pode esperar para efetuar a venda. Quanto menor ele for, maiores serão as chances de você amargar um grande prejuízo.

Caso seu objetivo seja receber os dividendos da ação que você comprou, o valor da ação é o valor presente dos dividendos futuros, descontados a uma taxa de juros (i), que, novamente, pode ser o custo de oportunidade para o seu capital. Portanto, caro ou barato depende da taxa de juros (i) que você considera nas duas situações e a elasticidade do seu tempo (t) na primeira situação. Ou seja, o que é caro para João pode ser barato para Maria.

O problema no Brasil é que o (i) que afeta João afeta Maria e também John e Mary. Assim, a grande diferença é em (t). É seu (t) que deve definir sua estratégia. E estratégia não é tentar prever o futuro, mas sim saber o que fazer nas piores e nas melhores situações imaginadas.

Como diz a sabedoria popular, “na mesma lagoa em que um cavalo mata a sede, outro morre afogado”. Se você tem muito tempo, são grandes as chances de saciar sua sede.

Artigo publicado no blog da Investshop

Jurandir Sell Macedo é consultor de Finanças Pessoais do Itaú Unibanco, professor da UFSC e fundador do IEF.

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