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Aplicação no Tesouro Direto cairá para R$ 30 | Instituto de Educação Financeira

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Aplicação no Tesouro Direto cairá para R$ 30

Sérgio Goldenstein, diretor da BM&FBovespa: "Tesouro Direto é um sistema fantástico para fomentação de poupança de longo prazo e de educação financeira"

Vai ficar mais barato e mais fácil investir no Tesouro Direto – sistema de compra e venda de títulos públicos pela internet. Se hoje com cerca de R$ 100,00 já é possível aplicar no programa, será permitido fazer o mesmo com apenas R$ 30,00. Ou seja, vai sair mais barato comprar papéis públicos do que levar a namorada ao cinema… Essa é uma das novidades que devem estar disponíveis para os investidores no ano que vem. E mais: o valor máximo também poderá ser alterado.

Mas as novidades não param por aí: em julho de 2012, o investidor poderá agendar compras ao longo de um período definido. Além disso, será possível reaplicar automaticamente os recursos provenientes de pagamento de juros (cupom), ou quando ocorrer o vencimento do papel. As corretoras, por sua vez, terão o programa de incentivo aos agentes de custódia prorrogado para o ano que vem, conta Sérgio Goldenstein, diretor de renda fixa, câmbio e derivativos da BM&FBovespa.

Hoje, o limite mínimo de compra por aplicador do Tesouro Direto corresponde à fração de 0,2 título ou R$ 100,00, o que for menor. É justamente essa fração que será reduzida, para 0,1 papel, e o valor cairá para R$ 30,00 em janeiro do ano que vem, explica Goldenstein, lembrando que alguns papéis estão com preços mais altos no sistema.

Um exemplo disso é a Letra Financeira do Tesouro (LFT, títulos com rentabilidade vinculada à taxa básica de juros), cujo preço unitário é acima de R$ 4,9 mil. Isso significa que, para aplicar nesse papel, é preciso desembolsar quase R$ 500,00. “Esse é um valor alto para alguns investidores, já muitos conseguem poupar R$ 50,00 por mês”, diz o executivo. “Queremos que os pequenos investidores também possam aderir ao programa.”

A bolsa negocia também com o Tesouro a elevação do valor máximo que o investidor pode aplicar no programa. A intenção é que os atuais R$ 400 mil por mês sejam ampliados para R$ 1 milhão. Segundo dados do Tesouro Direto, as aplicações entre R$ 100 mil e R$ 400 mil representaram 2,6% das vendas em agosto.

Já a compra programada permitirá ao investidor agendar compras ao longo de um período definido, com o valor e a frequência desejada por ele. Essas aquisições poderão ser de um único tipo de título ou de uma cesta de papéis. É possível também fazer agendamentos de vendas. Nesse caso, uma única vez, para uma quarta-feira futura.

Os agendamentos serão definidos pelo investidor, que poderá programar compras uma única vez ou até um número determinado de vezes. Pode ainda estabelecer compras até uma data futura definida ou mesmo até o investidor decidir cancelar a programação. As aquisições poderão, ainda, ser agendadas até que as compras somem um determinado valor definido por ele ou quando o estoque de títulos em custódia dele atingir o valor definido pelo investidor.

Um pai que decide fazer uma poupança de longo prazo para pagar a faculdade do filho poderá programar aplicações até chegar a um valor de R$ 300 mil, por exemplo, exemplifica Goldenstein. A bolsa está desenvolvendo um sistema para viabilizar a operação e o pagamento por parte do investidor poderá ser feito via TED, DOC ou mesmo a corretora poderá contratar um banco para receber via DDA (débito direto automático).

Hoje são três as taxas cobradas no sistema do Tesouro Direto. Uma, no momento da compra, que é a taxa de negociação, de 0,10% sobre o valor da operação. Há ainda uma taxa de custódia da BM&FBovespa, de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos papéis e às informações e movimentações dos saldos, cobrada semestralmente. E os agentes de custódia cobram também taxas de serviços, e são justamente esses custos que estão cada vez menores.

Para incentivar os agendamentos de aplicações, a partir da terceira compra programada, o investidor terá desconto de 50% na taxa de negociação cobrada hoje pela bolsa, que é de 0,10%. Mas se o investidor decidir elevar o valor de compras programadas, o prazo passará a contar de novo, ou seja, terá o desconto a partir da terceira aquisição. “O Tesouro Direto é um sistema fantástico para fomentação de poupança de longo prazo, de desenvolvimento de disciplina e educação financeira”, afirma Goldenstein.

É comum encontrar entre os investidores que aplicam no Tesouro Direto a reclamação de que deveria ser mais fácil reinvestir os recursos que alguns títulos, como as NTN-Bs, pagam semestralmente. Segundo o diretor da bolsa, estudos mostram que o reinvestimento dos cupons de juros recebidos acontece em apenas 26% dos casos. Já quando há o vencimento do título, somente 36% fazem a reaplicação. Por isso, a bolsa está desenvolvendo um sistema que permitirá ao aplicador reinvestir automaticamente esse dinheiro.

Isso significa que, na data do pagamento dos juros ou do resgate, o sistema realizará automaticamente a compra de novos títulos para o investidor. As reaplicações poderão ser feitas no mesmo título – nesse caso, a compra poderá ser fracionada em um valor ainda menor, de 0,01 título – ou em um papel de outro tipo e vencimento – nesse caso, a compra ficará restrita à fração de 0,1 título. Para estimular o reinvestimento, a bolsa dará desconto de 100% na taxa de negociação, que é cobrada a cada compra.

Do Portal Valor
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1 comentário to “Aplicação no Tesouro Direto cairá para R$ 30”

  1. Ok. Muito bom. Luiz Carlos

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