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A importância das Finanças Comportamentais para os investimentos | Instituto de Educação Financeira

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A importância das Finanças Comportamentais para os investimentos

Você sabia que as emoções podem ser fator determinante na hora de decidir os investimentos? E, muito além, podem prejudicar o investidor quando uma decisão é tomada por impulso, medo ou excesso de confiança? Abordando os fatores da natureza humana que interferem em nossas escolhas e como os indivíduos tomam decisões quando percebem que podem alcançar o que desejam, o especialista em finanças Jurandir Sell Macedo lança o livro “Finanças Comportamentais: como o desejo, o poder, o dinheiro e as pessoas influenciam nossas decisões” (Editora Atlas).

“O livro está na fronteira entre psicologia e finanças e é escrito por dois psicólogos e pesquisadores da Universidade de Bruxelas, José Morais e Régine Kolinsky, autores de inúmeros trabalhos na área, e por mim, que sou financista”, explica o especialista. “A obra trata da forma como os humanos decidem. Farto em referências de artigos científicos, ele pode ajudar muito aqueles que estudam ou querem estudar sobre finanças comportamentais. Mesmo sendo um livro de cunho acadêmico, sua leitura se torna muito agradável porque trata de algo que todos nós temos que fazer a todo momento: decidir”, conclui.

Assim como a maioria dos profissionais que atuam na área financeira, a formação do autor foi baseada nos pressupostos da eficiência dos mercados e nos sofisticados modelos matemáticos que tentavam explicar o funcionamento dos mercados com base na hipótese de que os agentes econômicos sempre agiriam de forma racional.

No entanto, um dos aspectos do tema é mostrar como as emoções afetam diretamente as decisões e pretende romper com o paradigma de que o trato com o dinheiro é questão meramente matemática, racional. Cada vez mais os pesquisadores procuram explicar por que, às vezes, os investidores se comportam de forma irracional e acabam cometendo erros. Quatro dos comportamentos mais citados entre os especialistas são:

1. Confiança extrema: pessoas extremamente confiantes investem de forma mais ativa, efetuando um número maior de operações de compra e venda de títulos e/ou ações, por exemplo. Justamente por isso, esquecem de analisar os riscos e a sua real situação financeira.

2. Medo: outro hábito que também afeta a capacidade do investidor de tomar decisões é o medo de errar. Temendo falhar e, assim, aplicar o seu capital na modalidade de investimento menos adequada ao seu perfil , pode acabar adiando uma decisão importante, o que só piora a situação.

3. Fuga de informação: Com medo de ter agido errado, o investidor passa a evitar informações que possam conflitar com a sua decisão. Com medo de ter confirmado erro em alguma decisão, o investidor foge de dados que possam levá-lo a se arrepender.

4. Disciplina: Investimento exige certa dose de equilíbrio e, por isso mesmo, é fundamental que o investidor seja disciplinado: antes de investir, faça uma lista do por que tomou a decisão, e reveja periodicamente esses argumentos para avaliar se continuam sendo vantajosos ou não.

As finanças comportamentais representam um novo ramo na teoria financeira, que busca incorporar os aspectos psicológicos dos indivíduos no processo de avaliação e precificação de ativos financeiros. Por apresentar uma visão multidisciplinar, envolvendo modelos financeiros tradicionais, métodos quantitativos, economia e psicologia, as finanças comportamentais surgem como uma das mais importantes e surpreendentes inovações na teoria de finanças nos últimos anos.

Do Portal Expo Money
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