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A difícil tarefa de montar uma casa | Instituto de Educação Financeira

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A difícil tarefa de montar uma casa

Vai se mudar para uma casa nova e precisa comprar móveis, eletrodomésticos e itens de decoração sem estourar o orçamento? Antes de tudo, controle a ansiedade de sair às compras com disposição para montar a casa inteira em poucos dias. O ideal, dizem os especialistas em finanças pessoais, é planejar as compras a partir da definição de uma lista de prioridades e a escolha da forma de pagamento mais adequada a cada caso.

Arquiteto guardou dinheiro por dois anos para reformar apartamento

A importância de fazer um planejamento financeiro antes de montar a casa foi logo percebida por Thiago Giusti. Para não ficar no vermelho durante a reforma de seu apartamento, o arquiteto decidiu juntar dinheiro assim que pagou a última prestação do imóvel. Após acumular R$ 40 mil em dois anos, Thiago começou a buscar móveis e eletrodomésticos com boa qualidade e preço atrativo. “Como tinha reservas e pagaria à vista, pude negociar mais descontos nas lojas. Só optei por financiamentos nas compras de valor muito alto. Mas, mesmo nesses casos, limitei a seis o número de parcelas para fugir dos juros”, afirma. Outra maneira que encontrou para evitar gastos desnecessários foi acompanhar de perto a reforma. “Ao comprar uma peça duas vezes ou trocá-la na loja há retrabalho e desperdício de tempo e dinheiro”, afirma.

A estratégia usada pelo arquiteto para não cair em prestações é a mais indicada por especialistas, já que uma reserva também pode ser usada em casos de imprevistos. “Quando há tempo para planejar a mudança o indicado é guardar recursos durante um ou dois anos”, diz Bruno de Souza Elia, professor de finanças do Ibmec, que recomenda ainda um controle rigoroso do orçamento. De acordo com ele, é preciso estar atento para não esquecer antigos débitos e perder o limite do orçamento. “Comprar sem objetivo pode levar o consumidor às dívidas, já que existe a possibilidade de se envolver com muitos financiamentos e não haver renda suficiente. Por isso, é fundamental definir quais são as prioridades”, afirma.

Quando comprar?

Outra dúvida comum entre as pessoas que estão montando casa é saber se há vantagem ao comprar móveis e eletrodomésticos de uma única vez, já que algumas lojas oferecem pacotes com preços diferenciados para quem faz esta opção. Segundo André Braz, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o aconselhável é que as compras sejam feitas aos poucos até chegar a data da mudança. “Deste modo, o consumidor terá mais oportunidade de pesquisar em diferentes lojas e aproveitar liquidações”, diz.

Andréa e seu marido fizeram pesquisa de preço em diversas lojas antes de montar a casa

Pesquisar preços em diversas lojas e fazer compras aos poucos também foi a receita usada pela advogada Andréa Granja ao montar seu apartamento. Após receber a notícia de que seu marido seria transferido com a empresa para Recife, Andréa procurou alternativas rápidas para a mudança. “Fiz um planejamento para comprar o básico e dividi minhas necessidades entre prioridade máxima, prioridade e supérfluo”, afirma. Para não esgotar as reservas financeiras ou extrapolar o orçamento, a advogada também buscou promoções, pesquisou na internet e fez chá de panela com as amigas.

“Sempre controlei minhas finanças e tenho medo de ser ‘sufocada’ por financiamentos, já que tenho outras contas para pagar”, diz Andréa. Por isso, na hora de pagar as novas compras - que somaram mais de R$ 3,5 mil – parcelou apenas as que tiveram valores altos. “O indicado é fugir das taxas altas de juros e procurar descontos de 15 a 20% nos pagamentos à vista, já que porcentagens menores não são vantajosas”, afirma Antonio Colangelo, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios

Quanto à decisão do que comprar primeiro, Braz lembra que a prioridade deve ser o básico. “O indicado é comprar produtos de grande utilidade e cujo serviço pode ter um valor elevado fora de casa, como lavar uma roupa por exemplo. Além disso, organizar uma recepção na casa nova para ganhar coisas de pequeno valor também ajuda”, diz. Os consumidores, entretanto, devem ficar atentos ao momento certo de fazer as compras e levar em conta a garantia dos produtos. “Muita gente compra primeiro geladeira e fogão, mas devem lembrar que suas garantias começam a valer logo depois de retirados da loja o que não significa que já serão usados”, afirma Elia.

Dinheiro na poupança

Quando Paula Baltazar, tecnóloga em projetos mecânicos e estudante de Letras, decidiu comprar um apartamento já pensava na mobília e nos eletrodomésticos. Como o imóvel foi adquirido ainda na planta, as primeiras prestações tiveram valores reduzidos e Paula decidiu colocar o restante da parcela oficial em uma caderneta de poupança para fazer compras futuras.

Guardar dinheiro até encontrar a oportunidade certa para montar a casa é uma opção que deve ser considerada como investimento. Segundo Colangelo, o destino desta reserva dependerá de seu valor. “Pequenos montantes devem ser colocados na poupança. Quando a reserva atingir R$ 3 mil é interessante investir no Tesouro Direto, já para outros valores uma saída que pode aumentar os rendimentos é o mercado de ações”, diz.

Sem pressa para mudar, Paula está montando sua casa aos poucos e já planeja ter dinheiro para realizar todos os pagamentos à vista. “Quero fazer boas aquisições. Por isso, busco indicações de amigos, vou nas lojas para ver de perto os produtos e investigo em sites especializados em direitos dos consumidores se existem muitas reclamações sobre as lojas nas quais pretendo fazer minhas compras”, afirma.

Do Portal IG
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