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7 jeitos de lucrar com a bolsa em queda | Instituto de Educação Financeira

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7 jeitos de lucrar com a bolsa em queda


Saiba como ganhar dinheiro com a queda do Ibovespa

Após vários meses de resultados negativos, a Bovespa já acumula uma desvalorização de mais de 20% neste ano e não parece ter encontrado o fundo do poço. Pedro Galdi, analista da corretora SLW, acredita que as ações ainda vão sofrer com mais do mesmo. “A economia dos Estados Unidos está enfraquecida. Depois do aumento do teto da dívida, começa o processo de corte de gastos ao mesmo tempo que o país se endivida para arcar com seus compromissos.” Além disso, a resolução dos crônicos problemas fiscais na Europa segue indefinida.

O problema é que, no mercado financeiro, perdas sempre abrem espaço para novas perdas. “Os grandes fundos trabalham com limites de queda. Depois que o Ibovespa rompeu os 57.000 pontos, todo mundo saiu vendendo”, diz Galdi. “O processo se torna irracional e acaba contagiando os pequenos investidores.” Enquanto o principal termômetro da renda variável desce a níveis cada vez mais perigosos, especialistas em finanças mostram que é possível ganhar dinheiro na bolsa a despeito do derretimento do indicador. Confira a seguir sete alternativas para lucrar com a renda variável se a maré de baixa da bolsa continuar:

1. Fundos long short

Nos fundos long short, o gestor traça estratégias para ganhar com ativos bons e ruins ao mesmo tempo. O intuito é ficar comprado (long) nas ações com melhor potencial e vendido (short) nos papéis considerados excessivamente caros. A posição vendida é possibilitada pelo aluguel de ações.

Acreditando que os papéis ruins vão cair até a data em que precisarem ser devolvidos para seus proprietários, o gestor vende os ativos no primeiro dia de aluguel, recomprando-os na data da liquidação do contrato. O recurso equilibra as possibilidades de perda e permite que o investidor saia ganhando em cenários severos: se a ação comprada cair 10% e a ação vendida cair 20%, ainda será possível levar um ganho de 10%.

Não por menos, esses fundos costumam apresentar um bom desempenho quando a bolsa despenca. Do começo do ano até o fim de julho, os fundos long short neutro (em que as posições compradas e vendidas são equivalentes) renderam 6,5%. Dentre os fundos que aplicam na renda variável, o resultado só perdeu para o retorno entregue pelos fundos multimercados juros e moedas. No mesmo período, o Ibovespa caiu 15,1%.

William Eid, coordenador do centro de estudos em finanças da FGV, ressalva que a estratégia de arbitragem nem sempre é infalível. “Se o gestor errar nas duas pontas, ele quebra as pernas do investidor”, pondera. Ainda assim, o fundo pode ser uma boa pedida para iniciantes que desejam delegar a profissionais do mercado a tarefa de montar estratégias vencedoras, descoladas do rendimento do Ibovespa.

2. Aluguel de ações

Quem aluga ações empresta os papéis sob a condição de ganhar determinada taxa de juros, acordada entre as partes. Ao final do contrato, a garantia é de receber a exata quantia em ações. O dono dos papéis permanece com direito sobre os dividendos e juros sobre capital próprio. Mas o “inquilino” pode fazer o que quiser com os ativos até a data da devolução.

A prática permite que quem tenha uma carteira de longo prazo garanta uma renda extra com o empréstimo dos papéis. Na outra ponta, quem aluga os ativos consegue montar estratégias de gestão para maximizar o lucro: acreditando que o papel vai cair no curto prazo, o investidor pode alugá-lo, vendê-lo no primeiro dia do contrato e comprá-lo antes do término do acordo, embolsando a diferença positiva.

Em junho, foram feitas 118.700 operações de aluguel, um número 20% maior que o registrado em janeiro deste ano. Com o Ibovespa na baixa, o empréstimo pode ser uma boa opção tanto para quem quer disponibilizar os papéis por só pretende realizar o resgate no longo prazo, quanto para os que creem que determinados setores ou ações vão sofrer ainda mais, montando operações estruturadas para ganhar com estas apostas. O grande desafio, alertam os especialistas, é descobrir as distorções e se antecipar ao mercado.

“A estratégia demanda uma grande capacidade de análise de cenário com sistemas numéricos e bancos de dados e por isso deve ser considerada por investidores experientes”, diz Paulo Francisco de Souza, gerente nacional de fundos de renda variável da Caixa. Se a maré se inverter, o indivíduo necessariamente comprará a ação mais cara e arcará sozinho com o prejuízo, pois será obrigado a devolvê-la ao proprietário original.

3. Opções de ações

As opções são contratos ligados a ativos negociados no mercado. Elas permitem que seu titular tenha o direito de comprar ou vender uma ação ou índice em uma data futura por um valor predeterminado. Desta forma, quem detém uma opção de compra que estabelece um preço de 15 reais para o papel na data do vencimento, ganhará o direito de comprá-lo por este valor independente da cotação ter subido para 30 reais. Por outro lado, se o papel tombar, o prejuízo máximo estará limitado ao valor pago pela opção, já que o investidor simplesmente não exercerá o direito de comprar a ação.

A lógica é a mesma para as opções de venda: mesmo que a ação tenha caído muito, o detentor da opção poderá vendê-la a um preço mais alto. Essa flexibilidade permite sofisticar o investimento na renda variável, montado operações que ofereçam um diferencial de rentabilidade. O investidor pode, por exemplo, montar uma operação em que ele ganhará se a bolsa continuar a cair ou voltar a subir arriscando muito menos capital do que no mercado à vista se isso não acontecer.

A compra de opções pode ser feitas com o intermédio da corretora. Mas Pedro Galdi, analista da SLW, recomenda que os investidores contem sempre com uma ajuda profissional antes de se aventurarem em estratégias mais sofisticadas. “A não ser que você seja extremamente calejado, procure o conhecimento de um analista ou de uma consultoria”, diz.

4. Fundos quantitativos

Nos fundos quantitativos as ordens de compra e venda dos ativos são disparadas automaticamente por servidores que se baseiam em centenas de fórmulas e modelos matemáticos para identificar as oportunidades de ganho. As distorções podem ser apontadas pelo distanciamento do preço de um ativo da sua média histórica, pela diferença entre o valor da ação no Brasil e do seu mesmo par vendido no exterior ou pelo início de uma tendência de alta ou baixa do papel.

A partir daí, são montadas estratégias de arbitragem para que o fundo fique comprado nos papéis promissores e vendido naqueles que devem despencar. Esses fundos seguem a tendência do mercado. Portanto, podem apresentar bons resultados com a bolsa em baixa ou alta. Só quando o mercado anda de lado que não há muitas oportunidades. Como as ordens de negociação são disparadas automaticamente, há quem acredite que o investidor também saia ganhando por ficar livre do componente humano inerente às decisões do gestor, eventualmente embebidas em vaidade ou excitação.

Para o professor da FGV William Eid, este trunfo também pode ser um defeito, já que os computadores não fazem previsões apoiados em decisões macroeconômicos, catástrofes naturais, inovações corporativas ou lançamentos de produtos. “O mercado tem componentes aleatórios muito mais fortes do que determinísticos”, afirma.

5. Fundos de capital protegido

Os fundos de capital protegido garantem ao investidor o retorno mínimo do dinheiro investido. Para tanto, esses produtos têm prazo de funcionamento e de captação limitado. Depois de arrecadados os recursos dos interessados, o gestor calcula quanto daquele montante deverá ser investido na renda fixa pre-fixada de modo que o rendimento consiga remunerar os investidores na mesma medida da aplicação inicial.

Coberta essa premissa, o restante do patrimônio é alocado na renda variável. As opções do Ibovespa costumam ser a escolha mais comum, embora os fundos também apostem em moedas estrangeiras e commodities. De 2002 para cá, o número de produtos deste tipo dobrou no mercado. Hoje, o patrimônio conjunto bate os 5,8 bilhões de reais.

“Em uma situação normal, eles respondem da mesma forma que outros fundos multimercados e em uma situação de crise eles protegem o investidor”, sustenta William Eid, da FGV. Para ele, contudo, o investidor precisa estar ciente que embora o fundo garanta a exposição à bolsa sem riscos de perda, ele minimiza as possibilidades de ganho por trabalhar com travas que comem a rentabilidade em momentos de alta. São indicados, portanto, para quem mantém a crença que o retorno entregue pela bolsa durante o período de funcionamento do fundo pode até ser positivo, mas não surpreendente.

6. Ações defensivas

Com a oferta de serviços indispensáveis e faturamento previsível, concessionárias de serviços públicos não costumam ser afetadas pelas reviravoltas no mercado. Uma vez montada sua estrutura de operação, companhias assim não demandam grandes reinvestimentos. A geração de caixa, contudo, permanece constante. Afinal de contas, os consumidores continuam falando no telefone e consumindo energia elétrica e gás. Não por acaso, essas companhias costumam ser as maiores pagadoras de dividendos aos acionistas.

“Papéis de setores defensivos são muito válidos”, afirma Pedro Galdi. Ele lembra que este ano muitas ações do setor elétrico e de telecomunicações já subiram por conta da aversão ao mercado, ficando perto do seu preço justo. Mas em geral, quem aplica nestes ativos não deve esperar ganhar pelas duas pontas, uma vez que seu principal atrativo é mesmo a distribuição de dividendos.

7. Ações descontadas

Para os investidores com estômago forte e horizonte de aplicação de longuíssimo prazo, a hora pode ser de garimpar pechinchas. “As ações de muitas empresas estão baratas e os preços chegaram a um tal ponto que em algum momento o investidor estrangeiro não vai desprezar essas possibilidades de ganho”, afirma Pedro Galdi, da SLW. “A nossa bolsa só perde para a Grécia em desvalorização e essa é uma verdadeira anomalia.”

O analista acredita que companhias com bons fundamentos foram excessivamente descontadas e por mais que ainda enfrentem volatilidade daqui para frente, invariavelmente entregarão resultados positivos em um prazo mais longo. Compõem a lista empresas como Vale, Fibria, Itaú Unibanco, Lojas Renner e Brasil Foods.

Do Portal Exame
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