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2012 à prova | Instituto de Educação Financeira

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2012 à prova

Começo de ano é o momento ideal para planejar o que fazer nos meses seguintes. Quem ainda está na escola quer passar no vestibular, enquanto os universitários buscam um estágio e já miram os programas de trainee. Os bacharéis em Direito sonham em tirar a carteirinha da OAB, enquanto executivos pensam em voltar aos estudos para aprender um pouco mais sobre ferramentas de gestão. Sem falar dos milhões de concurseiros que buscam um cargo público.

Via rápida para a faculdade

Os vestibulares de inverno são encarados como um “simuladão” por muitos estudantes, mas há aqueles que fazem as provas realmente na busca por uma vaga. São alunos que já concluíram o ensino médio e não foram aprovados nos processos seletivos de fim de ano. Conta a favor desses candidatos a concorrência mais baixa, embora o leque de cursos à disposição seja menor.

Em São Paulo, a única universidade pública que seleciona alunos no meio do ano é a Unesp. No entanto, não oferece nem 10% das vagas que são preenchidas no vestibular de verão. Os estudantes também podem disputar cadeiras em instituições particulares como PUC, Mackenzie, FGV e ESPM.

O tempo é curto, então o aluno precisa focar no tipo de prova de cada universidade, sem descuidar da leitura diária de jornais, porque ali pode estar o tema da redação.

Alessandra Venturi, coordenadora pedagógica do Cursinho da Poli, sugere ao candidato que faça simulados por conta própria de pelo menos duas das últimas provas da faculdade escolhida. “Recrie o ambiente em que ocorreria o exame, ou seja, resolva as questões sem interrupção e dentro do tempo previsto em edital”, diz.

Se o estudante acabou de sair da escola, ele tem a vantagem de manter frescos na memória os conteúdos das disciplinas. “Ele precisa aproveitar todo o tempo que lhe resta para revisar as matérias”, afirma o consultor Paulo Carvalho, do Sistema de Ensino Dom Bosco.

Tatiana Ordine, de 19 anos, fez cursinho para entrar em Arquitetura no último vestibular de inverno do Mackenzie. “Foquei nas matérias que tinham maior peso para meu curso”, conta. “Peguei provas antigas, fazia simulados e estudava em casa.”

Enem só em novembro

O tão prometido Enem de abril foi cancelado. Resta agora aos estudantes se preparar para as provas dos dias 3 e 4 de novembro. O concurso ganha importância à medida que mais instituições usam o exame como vestibular. No ano passado, por exemplo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) colocou todas as suas vagas no Sisu, sistema que seleciona alunos para o ensino superior público com base nas notas do Enem.

Participar do exame também é pré-requisito para quem deseja financiar um curso em instituições particulares usando o Fies ou ganhar uma bolsa de estudos do ProUni.

Por conta da Teoria da Resposta ao Item (TRI), as provas deste ano vão ter a mesma dificuldade das últimas três edições. Então, a primeira dica dos especialistas para o candidato é resolver os exames antigos. Ele vai conhecer o “estilo do Enem”, focado na avaliação de habilidades e competências dos estudantes.

O ideal é fazer as provas como se fosse um simulado, para adquirir o hábito de responder às 90 questões de cada dia de exame no tempo permitido.

A redação do Enem também merece atenção especial. Em seu texto, o aluno deve elaborar uma proposta de solução para o problema que lhe é apresentado. Estar bem informado ajuda na argumentação.

Aprovado em 1.º lugar no curso de Engenharia de Produção da UFRJ, o estudante carioca Daniel Sterenfeld Crohmal, de 17 anos, diz que entrava em sites noticiosos todos os dias, antes de começar a jornada de estudos em casa. Desde o início do ano, escrevia uma redação por semana e submetia à análise dos professores de seu colégio, o pH.

No Enem, seu texto recebeu 980 pontos (numa escala de zero a mil). “Citei coisas que li nos jornais”, conta. Na parte objetiva, ele só errou 11 dos 180 testes do exame. “As pessoas acham o Enem fácil e deixam de estudar ou então só pegam nos livros no segundo semestre. Isso é errado.”

Passo a passo até a Fuvest

Filho e neto de advogados formados pela Faculdade de Direito da USP, Lucas Moraes, de 17 anos, quer manter a tradição da família e vai atrás de uma cadeira na prestigiosa São Francisco. A preparação começou já no ano passado, quando prestou a Fuvest como treineiro e passou para a 2.ª fase. Também fez o Enem.

“Pude ver como é enfrentar exames longos”, diz Lucas, aluno do 3.º ano do Colégio Stockler. Agora, ele pretende se inscrever nos vestibulares da PUC, FGV e Unesp “só para ganhar experiência”.

Segundo especialistas, participar da seleção de outras faculdades e de simulados é só uma das estratégias que os vestibulandos da Fuvest podem adotar. Antes, devem escolher a carreira (ou, ao menos, a área) para a qual vão se candidatar. Isso vai definir a importância de fazer cursinho ainda durante o ensino médio. “Transmitimos ao aluno não só capacitação técnica, como também física e psicológica”, diz Alberto Nascimento, coordenador do Anglo.

Para quem começou a se preparar agora, a dica básica é montar um cronograma de estudos. Divida o dia em três turnos: o da escola/cursinho, o dos exercícios e leituras individuais e o do lazer. Também é importante que o candidato faça atividade física, durma cedo e separe os domingos para descansar.

Ter um lugar específico para os estudos em casa é fundamental. O aluno deve separar tempo para revisar as diferentes matérias, ler diariamente os jornais e livros da lista obrigatória e também treinar a redação. “Só assistir à aula não faz o aluno aprender”, afirma Silvana Leporace, orientadora educacional do Colégio Dante Alighieri.

Estágio: conheça a empresa

Obter experiência profissional durante a faculdade pode ser fundamental para ter emprego depois dela. É para isso que servem os estágios. Marcelo Orticelli, diretor da área de pessoas do Itaú Unibanco, recomenda que o aluno estude a história, estratégia, natureza dos negócios, cultura e resultados da empresa onde quer trabalhar, explorando sites, revistas e relatórios da própria companhia.

“Isso ajuda a assimilar os conteúdos que serão apresentados durante o programa”, explica Orticelli. “E, por ter uma visão global da empresa, a apresentar soluções mais completas.” O estagiário tem oportunidade de lidar com muitos profissionais. “Por isso, deve estar aberto a formas de pensar diferentes e atento à cultura de trabalho da empresa”, acrescenta.

Para Rafaela Carneiro, gerente de desenvolvimento da Internacional Paper, o aluno deve se concentrar nas empresas e atividades com as quais se identifica. “Não precisa decidir definitivamente onde vai ficar, mas é bom saber mais ou menos o que quer”, afirma.

Adriana Vasconcelos, gerente de recrutamento da IBM Brasil, recomenda que o futuro estagiário conheça a empresa e o ramo de atuação. “Precisa saber falar um pouco sobre a companhia, ter jogo de cintura e aguentar pressão durante a dinâmica de grupo”, diz.

A pesada carga horária do curso de Arquitetura da USP só permitiu a Mariane Takahashi começar um estágio no penúltimo ano da graduação. “Estagiar é bom porque mesmo se os processos são parecidos com o que se vê na faculdade, aprendem-se ferramentas novas e outros pontos de vista”, conta.

Escolha onde ser trainee

É possível iniciar a carreira já numa grande empresa, em seu programa de formação de líderes e ganhando mais de R$ 4 mil. Da Ambev à Votorantim, dezenas de companhias selecionam trainees todos os anos. As vagas são muito mais concorridas do que os melhores vestibulares do País.

Para Lucimar Lencioni, gerente de carreiras da Nestlé, o candidato deve reservar o primeiro semestre para fazer uma reflexão sobre o que busca. “Primeiro, descobrir em que empresa quer trabalhar. Depois, decidir a área, principalmente se a formação for mais abrangente, como Administração e Ciências Contábeis”, explica.

Durante a seleção, conhecer os produtos da empresa, quantas fábricas ela tem no Brasil e quem é o presidente também ajuda. Andrea Leães, consultora de RH da Braskem, sugere procurar na internet pessoas que trabalham na companhia, especialmente na área de interesse do candidato.

Nádia e Renan formaram-se em universidades top

Renan Trzesniowski e Nádia Leão, ambos de 23 anos, começaram este mês um dos trainees mais concorridos do Brasil, o da Ambev. Ele é formado em Engenharia de Produção na Facamp (em Campinas), e ela é engenheira de alimentos pela Unicamp. “Tem que conhecer a empresa ”, diz Renan. “Saber os produtos, ler balanços, relatórios, estratégias, ver como está o mercado.”

Nádia já havia estagiado em uma fábrica da empresa, “para sentir o ritmo e os valores”. Como sempre quis participar de um programa de trainee, ela decidiu se planejar. “Escolhi estudar em uma universidade de primeira linha, fiz intercâmbio na França, Espanha e China, fui presidente de um grupo estudantil na faculdade e também fiz bons estágios.”

Hora certa de fazer MBA

Antes de se matricular num MBA, pergunte-se se este é o melhor momento de sua vida para encarar um curso que exige intensa dedicação dentro e fora da sala de aula. Além do lado financeiro, aspectos pessoais e profissionais devem ser bem avaliados.

O aluno do MBA Executivo do Insper César Augusto Oliveira, de 46 anos, amadureceu a ideia de fazer o curso por quase dois anos. “A parte mais delicada foi convencer minha esposa, ainda mais porque tivemos um filho logo antes do início das aulas”, diz o arquiteto.

Na empresa, César foi liberado pelo chefe para sair uma hora mais cedo nos dias de curso. “Às vezes, precisava finalizar relatórios na lanchonete do Insper”, conta. Hoje ele está numa companhia concorrente, ganha mais e trabalha em seu home office.

Para fazer um MBA, o interessado deve ter concluído a graduação e acumular experiência gerencial mínima de 3 anos. Também é necessário saber ler em inglês e, mais importante, ter tempo para estudar. “Para cada hora de aula, deve haver uma contrapartida de 2 a 3 horas de estudo individual ou em grupo”, afirma VanDyck Silveira, presidente do Grupo Ibmec.

Conhecer a escola, suas certificações e o desempenho em rankings como o do jornal Financial Times são outras dicas dos especialistas. Vale ainda conversar com ex-alunos do MBA para saber os pontos positivos e negativos do programa e a relação com a instituição após o curso.

Depois de todo esse planejamento, é a hora da matrícula. “Se o MBA for de qualidade, o aluno pode esperar discussões ricas em sala, fortalecer o networking e construir um relacionamento com a escola que vai garantir oportunidades profissionais mesmo depois do curso”, diz o coordenador de MBA do Insper, Silvio Laban.

Quatro chances na OAB

As quatro edições do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 2012 oferecem bastante oportunidade aos futuros profissionais da área. Para quem não se sente pronto para a prova de fevereiro, com inscrições encerradas, um curso extensivo em cursinhos preparatórios pode ajudar no desempenho em maio, setembro ou dezembro.

Silvana estudou 8 horas por dia para a 2.ª fase

“Mas tem que se dedicar muito aos estudos, porque milagre a gente não faz”, ressalta Carlos Gonçalves da Cruz, diretor do cursinho Pro Labore. Ele recomenda que o candidato estude o Código de Ética, o Estatuto da OAB e direitos humanos, que representam 15% da prova da 1.ª fase. Outro foco deve ser a área do Direito escolhida para a 2.ª etapa.

Silvana Lobos, de 31 anos, formou-se em Direito pela PUC-SP e passou no último exame. “A prova não é impossível, mas muita gente boa não passa de primeira”, conta. Ela compara a rotina de estudos a uma maratona, na qual primeiro deve-se correr com calma para acelerar só no final.

Para Luiz Flávio Gomes, presidente do cursinho LFG, o candidato deve se preparar com pelo menos um ano de antecedência, estudando duas ou três horas por dia. “Quem vai prestar este ano precisa começar o quanto antes”, recomenda.

O sonho da carreira estável

Pergunte a qualquer concurseiro e ele dirá que o salário no serviço público, aliado à estabilidade na carreira, fazem valer a pena uma rotina puxada de preparação em busca da vaga dos sonhos. Veja o caso, por exemplo, da advogada Kácia Sandrelly, de 33 anos: ela chega ao cursinho às 7h30 e começa a estudar. Faz pausa para o almoço às 11h. Às 12h30, volta para os livros. Toma café às 16h e, 30 minutos depois, pega a última matéria do dia. Vai para a academia às 18h45 e, depois, para casa. Finalmente, descansa.

Kácia vive sob a ditadura do cronômetro de segunda a sábado. Candidata a uma vaga na Defensoria Pública de São Paulo, ela foi reprovada na primeira vez que prestou o concurso e resolveu largar o emprego para se dedicar integralmente à preparação. “Percebi que era desleal concorrer com quem só fazia estudar. Juntei dinheiro e saí do trabalho”, diz. Fez cursinho por um ano e, há 6 meses, estuda sozinha. Espera uma nova chance este ano. “Todo dia, o que me move é a possibilidade de trabalhar naquilo que gosto e ter uma carreira estável.”

Estudar metodicamente é fundamental para quem deseja passar em algum das dezenas de concursos que abrem vagas todo ano. Mas isso não é fácil, reconhecem especialistas. “Seguir um cronograma dói, enche o saco, mas os cargos que pagam melhor demandam mais preparação”, diz Paulo Estrella, diretor pedagógico do cursinho Academia do Concurso.

Quem está começando do zero deve analisar as opções de acordo com o nível de escolaridade exigida para o cargo. Depois, escolha uma área: fiscal, policial, ambiental, etc. Isso porque, de um concurso para outro da mesma área, o conteúdo se repete quase por completo. Outra dica: participe de todos os exames cujas provas são semelhantes, pois isso ajuda a manter o estímulo.

Fique atento à divulgação do edital. Analise o documento com calma, não só para checar os assuntos cobrados, mas também o prazo de inscrição. A partir daí, determine um horário para estudar todo o conteúdo até o dia da prova. “O importante é ter um bom material, disciplina e dedicação”, afirma Ana Carolinni Monteiro de Barros, diretora do cursinho FMB.

Do Portal Estadão
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